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Demitem-se com "vergonha" do aval que a Ordem deu ao Chega

Demitem-se com "vergonha" do aval que a Ordem deu ao Chega

Advogados do Conselho Geral assinam carta que acusa bastonário de não ajudar profissionais e repudia representação em evento de partido que quer "repor a tortura como sanção penal".

Inoperância, centralismo e desinteresse pelas "dificuldades terríveis" de alguns advogados na crise pandémica. As críticas são apontadas ao bastonário, Menezes Leitão, no pedido de renúncia de seis membros do Conselho Geral da Ordem dos Advogados (CG/AO), incluindo o vice-presidente Rui da Silva Leal. O pedido foi dirigido ao Conselho Superior - que, anteontem, deliberou aceitá-lo - por carta que também serviu aos signatários para confessarem "muita vergonha" por a Ordem se ter feito representar, por dois dirigentes, no último Congresso do Chega, em setembro.

"Calámos, por lealdade ao senhor bastonário, a repulsa que nos causou saber, pela televisão, que a OA se fez representar no Congresso de um partido político que não reconhece direitos fundamentais universais e que quer repor a tortura como sanção penal", assumem os demissionários, com "muita vergonha perante todo o património cívico e civilizacional" que a OA herdou de "Salgado Zenha, Adelino da Palma Carlos, José Augusto Rocha, entre tantos".

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