Amadora

Depoimento "nervoso" e "inquieto" absolve polícia

Depoimento "nervoso" e "inquieto" absolve polícia

Um polícia da Esquadra da Brandoa, na Amadora, estava acusado de agredir um jovem durante uma operação realizada na madrugada de 26 de março de 2017. Porém, no final do julgamento, a juíza Celine Borges considerou que os testemunhos da vítima e dos amigos não tinham credibilidade e absolveu o agente da PSP.

O caso começou com uma chamada para a Esquadra da Brandoa a alertar para a existência de desacatos e do consumo de droga em plena via pública. Perto das 2.30 horas, Rui Faria e três colegas dirigiram-se à Rua Almada Negreiros, na Amadora, onde detetaram um grupo de jovens a ouvir música "em alto som". Os polícias abordaram os rapazes, ordenaram que se virassem para a parede e revistaram-nos.

Pontapés e chapadas

O Ministério Público acusava Rui Faria de, agindo com abuso de autoridade, ter desferido pontapés e chapadas num dos jovens que teria tido, ainda, a cabeça projetada contra a paredes. Uma versão que a juíza não acatou, devido ao "discurso visivelmente nervoso e pouco fluente" da própria vítima que apresentou, de igual modo, "um depoimento inquieto e redundante que impôs que a busca da verdade se materializasse noutros meios de prova".

A magistrada salientou também o "depoimento lacónico e incongruente" de um dos amigos da vítima, do qual resultou "uma realidade historicamente diversa" da relatada pela vítima.

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