Mistério

Desespero e medo crescem à medida que o tempo passa sem rasto de Valentina

Desespero e medo crescem à medida que o tempo passa sem rasto de Valentina

A ansiedade e o temor do que possa ter acontecido a Valentina, a menina de 9 anos que está desaparecida desde quinta-feira, em Peniche, começam a crescer entre familiares e amigos, após três dias de buscas.

A cada notícia de avistamento, até agora sempre falsa, a esperança renasce, mas por pouco tempo, tal como o achado de peças de roupa e objetos suspeitos em vários pontos e que depressa se concluiu nada terem a ver com a menina. O mistério mantém-se e a ausência de pistas tem dificultado o trabalho das autoridades.

Ontem, a mobilização foi geral mas, ao final do dia, nenhum avanço tinha sido feito. Concluído mais um dia de buscas, a mãe da menor, Sónia Fonseca, publicou nova mensagem de desespero nas redes sociais: "Mais um dia a acabar, mais horas que parecem não ter fim... Meu amor meu anjo minha vida, onde estás tu?", escreveu a mulher, apelando ao poder divino para trazer Valentina de volta aos seus braços.

100 voluntários

Ao desalento de Sónia somava-se a tristeza dos cerca de 100 voluntários que responderam ao apelo da Junta de Freguesia de Atouguia da Baleia, no concelho de Peniche, para reforçar o dispositivo de buscas, nos terrenos, casas abandonadas, anexos e quintas, não só nas imediações do Bairro do Capitão - onde vive o pai da menina - mas também nas povoações vizinhas.

"É uma frustração. As pessoas responderam ao apelo, mas, infelizmente, não conseguimos nada. Vamos continuar à procura até que se esgotem todas as possibilidades", afirmou o presidente da Junta de Freguesia, Afonso Claro, prometendo para hoje o regresso ao terreno, com o reforço de praticantes de BTT.

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Avistamentos e achados

Desde que Valentina Fonseca desapareceu, têm sido entregues à GNR vários objetos encontrados e comunicados avistamentos, supostamente relacionados com a menor. Ontem, por exemplo, foi entregue uma t-shirt de criança e um casaco de malha, encontrados no campo. Porém, fontes daquela força de segurança asseguraram ao JN que nenhum dos objetos pertencia à menina e nenhum avistamento foi confirmado.

A Polícia Judiciária (PJ), que também tem estado no terreno, já recolheu o depoimento dos pais e outra informação pericial, continuando a trabalhar com base no "desaparecimento" voluntário da criança. "Por enquanto, não foram encontrados indícios de crime", adiantou fonte da PJ. Valentina Fonseca está desaparecida desde quinta-feira de manhã.

Os pais estão separados, têm a guarda partilhada e a menina estava a passar a semana com o pai e a madrasta. Suspeita-se que terá saído de casa de noite ou logo pela manhã, de pijama e de chinelos.

O pai só deu pela falta dela por volta das oito horas, quando se levantou para ir trabalhar. Em 2018, a menina já tinha saído de casa, com saudades da mãe, que vive no Bombarral, mas foi encontrada cerca de uma hora depois. A família tem-se remetido ao silêncio.

Bebé numa levada - Daniel, um bebé de 18 meses, esteve três dias desaparecido, em janeiro de 2014, no Estreito da Calheta, na Madeira. Foi encontrado vivo numa zona conhecida por Atalhinho, no meio das plantas.

Bebé dormiu no mato - Na Póvoa de Lanhoso, em junho de 2017, Iuri, de 18 meses, esteve desaparecido cerca de 14 horas, tendo passado uma noite ao relento. O bebé saiu de casa cerca das 20.15 horas, quando o avô deixou uma porta aberta, percorreu um caminho íngreme e já não conseguiu regressar a casa. Foi encontrado vivo no dia seguinte.

Fugiu da Galiza - Um jovem português, de 18 anos, que sofre de autismo, esteve desaparecido de casa da mãe, em Baiona, Espanha, no ano passado. Foi encontrado em Vila Franca de Xira, onde reside o pai.

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