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Desviaram 1,3 milhões de clientes do Deutsche Bank

Desviaram 1,3 milhões de clientes do Deutsche Bank

Embolsaram, de forma ilícita, 1,3 milhões de euros entregues por vários clientes do Alto Minho. A PJ de Braga deteve, quarta-feira, no distrito de Viana do Castelo, quatro "promotores comerciais bancários" suspeitos de terem recebido dinheiro e cheques de cerca de uma dezena de clientes para serem depositados no Deutsche Bank, desviando-os em proveito próprio.

Fonte ligada ao processo disse ao JN que o montante total dos valores alegadamente furtados em 2017 e 2018, e durante mais de um ano, ainda está a ser apurado, mas será superior a 1,3 milhões de euros. Entre os detidos, está Ricardo Pimenta, presidente da Junta de Freguesia de Ribeira, em Ponte de Lima, e presidente da associação empresarial local.

Os "promotores comerciais" atuaram, nomeadamente em zonas rurais do interior, onde, exibindo um documento bancário - tipo "cartão de visita" - que os autorizava a captar contratos de crédito, de habitação ou do foro pessoal, bem como de poupança e de seguros, conseguiram ganhar a confiança dos clientes, "oferecendo-se" para lhes fazer os depósitos poupando-lhes, assim, a deslocação à sede do banco, em Viana. Deixavam-lhes um recibo manual, como confirmação do depósito que seria feito, posteriormente, mas que nunca terá entrado na respetiva conta bancária.

Alguns dos clientes "enganados"vieram a constatar que estavam a ser burlados e, alarmados, queixaram-se ao banco, mostrando os referidos recibos manuais. O Deustche Bank abriu uma investigação interna e acabou por relatar o caso à autoridade judicial que encarregou a PJ de investigar o crime. Os quatro terão atuado de forma concertada, pelo que, para além dos crimes de receção ilícita de depósitos, estão indiciados por burla qualificada e associação criminosa.

Algum do dinheiro desviado foi arrestado pelo tribunal aos quatro suspeitos, mas, para tentar reaver o restante, terão que ser intentadas ações autónomas contra os arguidos. Isto porque a entidade bancária em causa não tem, legalmente, a responsabilidade pelos "depósitos" desviados, na medida em que o contrato de promotor comercial o proíbe expressamente.

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