Condenação

Detido em Espanha português que violou companheira e fugiu

Detido em Espanha português que violou companheira e fugiu

Agressor fugiu para evitar cumprir sete anos de cadeia. Tem passado ligado a vários casos de violência doméstica sobre diferentes vítimas.

Um fugitivo português condenado a sete anos de prisão, por ter violado a companheira, foi detido em Espanha, na semana passada. Considerado violento, o homem, com mais de 30 anos, tem um passado ligado a casos de violência doméstica sobre diferentes mulheres. Uma das vítimas só conseguiu escapar após se refugiar numa farmácia.

A violação e vários episódios de violência doméstica que justificaram a condenação a sete anos de prisão ocorreram em 2019, em Paços de Ferreira. Mas foi só este ano que o agressor fugiu para Espanha para evitar a cadeia.

PUB

Um objetivo que não alcançou, porque, no âmbito de um mandado de detenção europeu emitido pelas autoridades portuguesas, a Polícia espanhola localizou o fugitivo num hotel de Benidorm e deteve-o.

Reteve vítima em casa para a impedir de ir ao médico

Não será a primeira vez que o agressor irá para a prisão. Já tinha cumprido uma pena de cinco anos e nove meses por violência doméstica, coação e ofensa à integridade física que, no entanto, não contribuiu para a sua reabilitação.

Já depois de cumprir pena, detido novamente por violar a companheira em Paços de Ferreira e de novo posto em liberdade, o sujeito agrediu, ao longo de um ano, uma das mulheres com quem viveu. Um dos episódios mais violentos teve lugar em junho de 2020 quando, depois de a agredir, reteve a vítima no interior da residência para esta não receber assistência hospitalar.

Só no dia seguinte, depois de convencer o agressor a levá-la a uma farmácia para comprar analgésicos para atenuar as fortes dores que a atormentavam, é que a mulher, com 30 anos, conseguiu pedir ajuda.

Foi, posteriormente, encaminhada para um casa-abrigo, mas continuou a receber ameaças do agressor, que também prometia matar a sua mãe e filho se não desistisse da queixa contra si.

Apesar de sinalizado pelas autoridades judicias, o agressor voltou, em maio do ano passado, a agredir uma terceira companheira. Desta vez, e numa altura que o julgamento relativamente ao primeiro caso já estava a decorrer, a vítima estava grávida do próprio agressor.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG