Algarve

Detido por agredir filho de 13 anos em Tavira fica em liberdade

Detido por agredir filho de 13 anos em Tavira fica em liberdade

O homem detido, na quarta-feira, por ter agredido o filho de 13 anos, em Tavira, ficou em liberdade.

Não pode estar a menos de 300 metros do menor nem contactá-lo ou deslocar-se à localidade onde agora reside com a tia. Terá também de se submeter a um tratamento ao alcoolismo. Foram estas as medidas de coação aplicadas, esta sexta-feira, pelo tribunal, que o ouviu em primeiro interrogatório judicial.

O homem, de 41 anos, tinha sido detido na quarta-feira, segundo a GNR, "por suspeita de três crimes de violência doméstica agravada".

Além das agressões ao filho, há "também indícios de que suspeito terá maltratado a sua companheira, de 38 anos, e o sogro, de 78 anos, que vive com o casal". Mas, relativamente a estes dois elementos do agregado familiar, não foram aplicadas ao arguido quaisquer medidas restritivas.

Foi a denúncia do menor, no dia 15, que acabou por conduzir a investigação a um cenário de alegados maus-tratos, praticados há já algum tempo, na casa onde vivia o casal, o menino de 13 anos, o irmão, de 5, e o avô materno.

O suspeito acabaria por ser detido esta quarta-feira pela GNR em cumprimento de um mandado judicial. No mesmo dia, a criança de 13 anos teve alta do Centro Hospitalar Universitário do Algarve, em Faro, onde estava internada desde sábado, depois de ter contado a familiares que tinha sido agredido com socos e pontapés pelo pai por não ter feito os trabalhos de casa.

Foi entregue provisoriamente a uma tia enquanto o Tribunal de Família e Menores de Faro decide o seu futuro. Ana Sofia Guerreiro garante que vai lutar para ficar com o sobrinho, que entretanto lhe confessou que era "agredido frequentemente, quando o pai chegava a casa mal disposto ou embriagado".

Ao que o JN apurou, as crianças e a família nunca tinham sido sinalizadas. Após o relato do jovem de 13 anos à GNR, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Tavira foi acionada e desenvolveu uma série de diligências para apurar as circunstâncias em que vivia.

Um dia depois, segundo fonte judicial, a CPCJ foi novamente acionada, mas para verificar a situação do irmão mais novo, tendo sido remetida ao Tribunal de Família e Menores de Faro toda a informação recolhida. O caso está agora a ser acompanhado pela Segurança Social, através de uma Equipa Multidisciplinar de Assessoria aos Tribunais.

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