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Diretor da PSP preocupado com aumento da violência e desrespeito pelos polícias

Diretor da PSP preocupado com aumento da violência e desrespeito pelos polícias

O diretor nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP), Magina da Silva, mostrou-se, esta tarde de quarta-feira, preocupado com o aumento da violência e uma tendência para o desrespeito pelas intervenções policiais, na cerimónia de comemoração do 155º aniversário da PSP.

"Após o fim do confinamento pandémico, temos assistido a uma preocupante tendência para o aumento da intensidade da violência usada para praticar crimes violentos, especialmente com o uso de armas brancas e de fogo", afirmou o diretor nacional da PSP num evento presidido pelo Presidente da República e que contou com a presença do ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, e o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas.

Após enumerar vários dados satisfatórios de um estudo sobre a perceção dos cidadãos quanto ao trabalho da PSP, Magina da Silva disse que as forças de segurança "não podem repousar sobre eles", admitindo que além da escalada da violência, "assistimos igualmente a uma preocupante tendência para o desrespeito e hostilidade relativamente a intervenções legais e legítimas dos nossos polícias".

Magina revelou ainda que todas as viaturas da PSP que respondem às ocorrências policiais têm, neste momento, coletes balísticos e que se prevê que estes "sejam progressivamente de distribuição individual". "Para tal depositamos fortes esperanças na Lei de Programação em Infraestruturas e Equipamentos das Forças e Serviços de Segurança do MAI, que se encontra em fase de finalização", apelou.

Numa cerimónia emotiva, os polícias mortos em serviço foram homenageados, tendo o agente da PSP Fábio Guerra, morto no dia 21 de março numa discoteca em Lisboa, sido o que mais vezes foi mencionado, tanto pelo diretor da PSP, mas também pelo Presidente da República e pelo Ministro da Administração Interna. Fábio Guerra foi condecorado a título póstumo, tendo a família recebido a condecoração num ambiente de muita comoção.

O Presidente da República, que encerrou as comemorações, condecorou ainda a PSP com a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, a mais relevante condecoração portuguesa. Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que o título simboliza "a gratidão e confiança" do Presidente da República e dos portugueses e "uma elevação honorífica para a PSP que tinha desde 1935 o grau de grande oficial da mesma ordem", sendo uma condecoração "agora dado já não em ditadura, mas em democracia".

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