Amares

Diretor de farmácia acusado de simular venda de remédios para burlar SNS

Diretor de farmácia acusado de simular venda de remédios para burlar SNS

O Tribunal de Braga vai julgar o diretor técnico da farmácia Marques Rego, de Amares, por, alegadamente, ter burlado o Serviço Nacional de Saúde (SNS) em 15 545 euros.

O farmacêutico foi acusado pelo DIAP (Departamento de Investigação e Ação Penal) de Braga de ter registado, entre 2013 e 2018, no sistema informático das farmácias, o Sifarma 2000, um total de 68 831 embalagens de medicamentos, para obter comparticipação do SNS, quando, na realidade, apenas vendeu 66 255 com a respetiva receita.

Ou seja, o arguido terá enganado o Ministério da Saúde em 2576 embalagens, "recebendo por isso", segundo a acusação, "aquele montante em comparticipações, a que, comprovadamente, não teria direito".

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O DIAP considera haver indícios de que foi o farmacêutico Horácio Antunes - quem geriu naquele período a empresa, situada na Praça do Comércio, em Ferreiros, ainda que em nome dos herdeiros de Domingos Rodrigues, o seu proprietário até ao falecimento.

Aquando do inquérito criminal, o diretor técnico negou, com veemência, a prática dos crimes. Mas não convenceu o DIAP e vai responder por dois crimes, de burla qualificada e de falsidade informática.

Na acusação, o Ministério Público pede que o arguido, sendo condenado, fique inibido de exercer a atividade de gestor da farmácia.

A Farmácia Marques Rego classifica-se a si própria, no seu sítio eletrónico, como uma farmácia "centenária e de tradição, sendo uma referência para milhares de utentes de Amares e da região do Cávado".

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