Tradição coimbrã

Diretora de escola nega "distúrbios" atribuídos a invasão de universitários

Diretora de escola nega "distúrbios" atribuídos a invasão de universitários

A diretora da Escola Secundária Infanta D. Maria, Cristina Ferrão, afirma que a entrada de estudantes universitários no recinto escolar, depois de uma noite de festejos na Queima das Fitas de Coimbra, não causou "distúrbios" na escola, ainda que tenha impedido as atividades letivas durante a manhã de terça-feira.

"De manhã, não houve aulas, precisamente para evitar qualquer tipo de distúrbio", declarou Cristina Ferrão, em reação à notícia do JN que, esta quarta-feira, relatou que grupos de antigos alunos das escolas secundárias D. Maria, Avelar Brotero, Quinta das Flores e José Falcão invadiram estes estabelecimentos de Coimbra. Sem precisar em que escolas, o JN contou também que "a agitação provocada pelos estudantes causou alguns danos materiais e impediu a realização de aulas". No caso da D. Maria, a mãe de um aluno contou ainda que os universitários entraram no recreio da escola (mas não no edifício propriamente dito), onde causaram distúrbios e chegaram a oferecer álcool a alunos.

A diretora da Escola D. Maria garante que tudo decorreu sem problemas, tirando o facto de não ter havido aulas na parte da manhã. O que aconteceu foi o cumprir de uma tradição de anos, em que estudantes da Universidade de Coimbra, em plena Queima das Fitas, visitam as suas antigas escolas e os seus atuais alunos, a quem chamam "bichos", designação que léxico da praxe académica atribui as alunos do secundário.

Em declarações ao JN, Cristina Ferrão considera que se trata de uma "tradição" da qual não vem mal ao mundo, desde que seja cumprida "com regras". "Outra coisa é o vandalismo", sublinha, garantindo que nada disto sucedeu na D. Maria, uma escola pública que figurou, ao longo de anos, no primeiro lugar do ranking dos melhores estabelecimentos públicos do País.

A diretora diz que até foi contactada previamente pelo grupo de universitários, que, pelas 7.30 horas de terça-feira, já "esperavam ordeiramente para entrar" na escola, depois de uma noite de festa. O estabelecimento ofereceu mesmo o pequeno-almoço aos universitários, que, depois assistiriam a um torneio de futebol na escola, contou Cristina Ferrão, insistindo que, na sua escola, não houve registo de desacatos.

Ao lado, na Escola Avelar Brotero, por exemplo, houve relato de danos materiais e de ter sido solicitada a intervenção da PSP.

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