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Dirigente do CDS paga cinco mil euros e evita julgamento

Dirigente do CDS paga cinco mil euros e evita julgamento

O secretário-geral adjunto do CDS-PP e presidente da concelhia de Vale de Cambra, Pedro Magalhães, aceitou pagar cinco mil euros e fazer um pedido formal de desculpas para extinguir um procedimento judicial de que era alvo.

Pedro Magalhães estava acusado dos crimes de ameaça agravada, dano, injúria e difamação por um episódio que remonta às Autárquicas de 2017 e que teve como ofendido um ex-adjunto do presidente da Câmara e elemento do mesmo Partido, Albano de Oliveira Braga.

Na segunda-feira, realizou-se o início do debate instrutório, no Tribunal da Feira, com a juíza a promover o entendimento entre as partes, como forma de evitar o possível julgamento.

O ofendido impôs, como forma de acordo, o pagamento indemnizatório de cinco mil euros, assim como um pedido formal de desculpas. Exigências acolhidas por Pedro Magalhães que tem, agora, seis meses para efetuar o pagamento.

Já o pedido formal de desculpas terá que ser publicado em dois jornais de região, onde o líder do CDS PP se retrata das palavras de "cariz injurioso e ameaçatório proferidas".

No final de sessão, Pedro Magalhães foi ter com o ofendido, cumprimentando-o. "Se ele tivesse feito isso mais cedo [cumprimento e pedido de desculpas] talvez as coisas não tivessem chegado onde chegaram", garantiu, ao JN, Albano Oliveira Braga.

De acordo com a acusação, um dia depois das eleições autárquicas de 2017, Pedro Magalhães, então chefe de gabinete do presidente da Câmara de Vale de Cambra, foi à porta de casa do ex-adjunto do mesmo autarca ameaçá-lo de morte e insultá-lo, desferindo murros e pontapés no portão da casa.

O arguido pediu abertura de instrução que, ontem, se realizou e culminou com o acordo já descrito. Se ao longo dos próximos seis meses, Pedro Magalhães não cometer nenhum ilícito criminal o processo será arquivado, evitando desta forma a ida a julgamento.

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