Madeira

Discussão sobre quem paga a conta acaba com um homem morto a tiro no Funchal

Discussão sobre quem paga a conta acaba com um homem morto a tiro no Funchal

Um homem de 64 anos foi detido na Madeira pela prática de dois crimes de homicídio qualificado, um dos quais na forma tentada, e um de posse de arma proibida, informou a Polícia Judiciária.

O detido é suspeito de matar a tiro um homem num bar da cidade do Funchal na noite de sexta-feira, na sequência de uma discussão sobre quem pagaria a conta, disse à agência Lusa o dono do estabelecimento.

"Seis ou sete pessoas chegaram ao bar cerca das 23 horas e tomaram uma bebida e depois um deles começou uma discussão do nada, sobre quem iria pagar a conta, e ameaçou que dava um tiro", adiantou Magno Rodrigues.

O proprietário deste estabelecimento localizado na Rua das Hortas acrescentou que, entretanto, alguns dos elementos do grupo decidiram abandonar o local e "ficaram só cinco pessoas".

O homem que originou a contenda saiu e deslocou-se ao carro, "tudo indica que para ir mesmo buscar a arma", contou, complementando que, nessa altura, Magno Rodrigues teve de ir ao andar inferior do estabelecimento, para ir ao escritório, quando ouviu "dois tiros".

"Subi e dei-me conta do que se tinha passado, ele tinha dado um tiro mortal no peito do outro homem, que era um frequentador habitual do bar, uma pessoa pacata, que não fazia mal a ninguém", afirmou.

Adiantou que o outro tiro "atingiu de raspão a perna" de um outro elemento do grupo.

Sobre o autor dos disparos, assegurou que "nunca o tinha visto" naquele local e que fugiu depois de ter dado os tiros.

Magno Rodrigues referiu que "foram chamadas as autoridades policiais e que a Brigada de Intervenção Rápida (BIR) da Polícia de Segurança Pública (PSP)" esteve no local

"Hoje decidi reabrir o bar porque sei que ele já foi apanhado", disse o proprietário.

O comunicado emitido pela PJ destaca que a "colaboração da PSP, quer na ativação de um dispositivo alargado, quer na preservação de elementos de prova e no apoio às diligências subsequentes, foi essencial para indiciar fortemente as circunstâncias dos crimes e permitir a rápida apresentação dos factos, às Autoridades Judiciárias competentes".

"O detido vai ser hoje presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas", conclui

Outras Notícias