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Bragança

Dois reclusos condenados por burla informática na cantina da prisão

Dois reclusos condenados por burla informática na cantina da prisão

O Tribunal de Bragança condenou a penas de prisão efetivas dois reclusos do Estabelecimento Prisional de Izeda (EP) que se sentaram no banco dos réus acusados de um crime de burla informática e 144 crimes de falsidade informática, por terem acedido ao sistema informático do bar e da cantina da cadeia para fazer compras.

Um dos arguidos foi condenado a dois anos e dez meses, por ser reincidente, e outro a dois anos e seis meses, ambos terão que ressarcir o Estado pelos prejuízos.

Em duas semanas, os dois homens gastaram 3492 euros em produtos alimentares e de higiene e tabaco.

O caso remonta a 2014, quando os reclusos, de 43 e 45 anos, um do Funchal e outro de Esposende, trabalhavam no bar do EP de Izeda. Os arguidos aproveitaram as férias do responsável para se apoderarem da senha do sistema informático que permitia carregar os cartões eletrónicos usados pelos presos no bar e na cantina, para evitar o manuseamento de dinheiro, quando fazem pagamentos. Os cartões são carregados em terminais através do acesso ao programa informático, por meio de uma senha de administrador.

O responsável havia deixado a senha de acesso ao sistema escrita num papel de baixo de um bloco de papel que servia de base na secretária, para o caso da colega carecer de o usar.

No dia 20 de junho, os dois arguidos acederam à senha e carregaram os cartões com saldo não autorizado para uso próprio. Entre o dia 10 e 23 de agosto de 2014 acederam ao sistema e às senhas de outros 13 reclusos que raramente usavam os cartões. O esquema só foi detetado quando o responsável regressou ao trabalho, após as férias, e verificou uma incongruência nos stocks.

Os arguidos estão em liberdade condicional desde 2017.

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