Acusação

Dona de bar de alterne saca 250 mil a clientes com multibanco

Dona de bar de alterne saca 250 mil a clientes com multibanco

A gerente de um bar de alterne do Porto, assim como sete cúmplices, foram acusados pelo Ministério Público de ter burlado 36 clientes com o terminal multibanco do estabelecimento. No total, entre março de 2019 e junho de 2021, sacaram mais de 250 mil euros às vítimas.

O bar de alterne era o Tropical II, situado na Rua do Cativo, na zona da Batalha, no Porto. De acordo com a acusação do Ministério Público, a patroa, considerada como a principal arguida, tinha a cumplicidade do filho, mas também de outros indivíduos, amigos da mulher, que aliciavam as vítimas para se deslocar ao estabelecimento ou a receber nas suas contas bancárias as quantias provenientes dos pagamentos fraudulentos.

"Para se apoderarem do dinheiro das vítimas, os arguidos usaram, essencialmente, dois métodos: no ato de pagamento, sob o pretexto de erro na operação, os clientes eram levados a validar várias tentativas de pagamento, permitindo sucessivos pagamentos de outras quantias que eram digitadas pelos principais arguidos; ou, enquanto as vítimas eram distraídas pelos demais arguidos, sabendo os arguidos do código PIN dos clientes que os decoravam, na posse do respetivo cartão da vítima e com esta distraída, os arguidos procediam a diversos pagamentos com o uso indevido do cartão multibanco dos clientes", explica o Ministério Público.

As vítimas eram atraídas ao estabelecimento por colaboradoras da patroa, sob pretexto de encontros amorosos. As mulheres usavam aplicações como o Tinder, o Badoo ou o Facebook para aliciar homens e encaminha-los para o bar, onde acabariam burlados. As colaboradoras tinham ainda a missão de distrair os clientes na hora do pagamento, para que a patroa ou o filho pudesse sacar o dinheiro das contas.

As verbas eram depois distribuídas por diversas contas, por forma a que se perdesse o seu rasto, mas a Divisão de Investigação Criminal da PSP encontrou documentos comprovativos das respetivas transferências bancárias, aquando da operação que visou travar o esquema, em julho do ano passado. Na altura, a PSP avançou para nove buscas domiciliárias e não domiciliárias no Porto, em Paredes e em Gaia. Foram apreendidos dois carros, um Fiat 500 e um Renault Megane, uma embarcação de recreio, documentação, uma arma branca e 1800 euros.

A patroa foi colocada em prisão preventiva, onde permanece.

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