Paredes

Dono de café multado diz-se perseguido por denúncias

Dono de café multado diz-se perseguido por denúncias

Comerciante garante que pessoas encontradas pela GNR não são clientes, mas sim amigos e familiares que o estão a ajudar nas obras de reabilitação de uma casa anexa ao estabelecimento

O proprietário do café e padaria São Cristóvão queixa-se de estar a ser perseguido por denúncias que já levaram a que GNR multasse, em três ocasiões, mais de uma dezena de pessoas, por violação das regras impostas pelo estado de emergência. Filipe Morais garante que estas não eram clientes a quem estava a vender bebidas alcoólicas contra a lei, mas sim familiares e amigos que o estão a ajudar nas obras de reabilitação de uma casa anexa ao estabelecimento, situado em Louredo, Paredes.

Na semana passada, o JN revelou que a GNR dirigiu-se várias vezes à freguesia de Louredo para multar um grupo reunido numa casa anexa a um café. Fontes policiais confirmaram que as pessoas encontradas no interior da habitação foram autuadas por não estarem a usar máscara de proteção, não respeitarem o distanciamento obrigatório e ainda por violarem o dever geral de recolhimento domiciliário. A GNR também deu conhecimento do caso ao Ministério Público, que irá, agora, decidir se os proprietários do café e padaria São Cristóvão estavam a atender clientes às escondidas, na casa anexa ao estabelecimento.

Ao JN, Filipe Morais, dono do espaço comercial, assegura que não foi isso que se passou e alega que as pessoas encontradas, nas diferentes ocasiões, pela GNR eram "familiares, amigos e funcionários", que o estão a ajudar nas obras de reabilitação da habitação existente ao lado do café. O comerciante confirma que uma divisão dessa residência em construção está equipada com "uma mesa de madeira e arcas frigoríficas com bebidas alcoólicas", mas acrescenta que nada é vendido. As bebidas, diz, são oferecidas a quem ali trabalha gratuitamente, assim como oferecidos foram os almoços e jantares realizados naquele espaço.

Filipe Morais admite que a GNR encontrou sete pessoas a assistir ao jogo entre o FC Porto e o Benfica, realizado em 15 de janeiro e transmitido na televisão, mas explica que essas eram as mesmas que, ao longo desse dia, estiveram a trabalhar na reabilitação da casa. "Estou a ser perseguido e alvo de difamação", lamenta o comerciante, que responsabiliza as sucessivas denúncias anónimas pelas frequentes ações de fiscalização da GNR.

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