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Julgamento

Dono de minimercado de Arouca diz que disparou para se defender

Dono de minimercado de Arouca diz que disparou para se defender

O proprietário de um minimercado de Arouca, que começou a ser julgado, esta manhã, no Tribunal da Feira, pelos crimes de homicídio na forma tentada e detenção de arma proibida, confirmou a autoria dos disparos, dizendo que atirou em direção ao chão, para evitar ser agredido.

O arguido de 26 anos justificou perante o coletivo de juízes que andava a ser ameaçado por familiares de uma colaboradora que despediu do minimercado, em agosto de 2021. Motivo pelo qual diz ter adquirido uma arma, com a qual baleou um dos familiares da mulher no dia 21 de agosto desse mês.

Afirmou que foi confrontado com os dois familiares e que, perante a alegada ameaça destes, empunhou a arma. "Não queria problemas com eles. Pedi para se afastarem". Contudo, acabou por atingir um dos homens com dois tiros.

Os factos ocorreram em agosto de 2021 e envolvem o proprietário de um minimercado da freguesia de Chão de Ave e um familiar de uma funcionária que o arguido despediu por desconfiar que a mesma lhe andava a furtar alguns produtos.

De acordo com a acusação do Ministério Público (MP), o empresário desconfiou que a mulher que ali prestou algumas horas de serviço lhe estaria a furtar produtos.

Acabou por confrontar a mulher com essas desconfianças, tendo-a despedido. Facto que originou um ambiente de conflito entre ambos e alguns familiares da então funcionária.

Ao início da noite de 12 de agosto, antes de entrar no carro para se ir embora e depois de ter fechado o minimercado, o arguido retirou da zona da cintura uma pistola pequena, de cor prateada, que exibiu a uns familiares da ex-colaboradora que residem junto ao minimercado e se encontravam na varanda da habitação.

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Ainda nessa mesma noite, o arguido voltaria ao minimercado tendo sido confrontado pelo familiar da mulher com o facto de ter exibido a arma de fogo, duas horas antes.

Como resposta, acabou por mostrar novamente a arma. Momentos depois, saiu do carro e disparou um tiro para o ar.

Perante o disparo do arguido, o homem tentou refugiar-se em casa, mas acabou por ser atingido ainda antes de conseguir entrar. Depois do primeiro tiro para o ar, o arguido disparou novamente a arma e atingindo a vítima na perna esquerda, junto ao joelho. Aproximou-se depois do homem ferido e disparou novamente, atingindo-o agora na região do abdómen.

Acabaria detido e aguarda o desenrolar do julgamento na habitação, com vigilância eletrónica.

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