Polícia

Advogado de Duarte Lima no Brasil diz que acusação é "absurda" e "inaceitável"

Advogado de Duarte Lima no Brasil diz que acusação é "absurda" e "inaceitável"

O advogado no Brasil do ex-deputado Duarte Lima, João Costa Ribeiro Filho, emitiu, esta sexta-feira, uma nota de "repúdio" à decisão do Ministério Público brasileiro de acusar formalmente seu cliente pelo homicídio de Rosalina Ribeiro.

No comunicado, o advogado classifica de "inaceitável, incompreensível e completamente absurda" a acusação de Duarte Lima pelo homicídio de Rosalinda Ribeiro.

"As imputações feitas não têm qualquer cabimento, não apresentando solidez-fática. Tratam-se, na verdade, de meras presunções, ilações e conjecturas, sem qualquer respaldo na prova dos autos", diz a nota.

O advogado argumenta que a promotora responsável pela denúncia baseou-se "exclusivamente" em provas apresentadas pela polícia que, segundo ele, terão sido colhidas de forma "tendenciosa".

"É inegável que a polícia não conduziu a investigação com a seriedade e isenção exigidas, sendo prova evidente disso que ao longo do último ano foram publicadas centenas de fugas de informação da investigação nos jornais portugueses, sempre baseadas em fonte não identificadas da polícia do Rio de Janeiro", acrescenta o texto.

O advogado conclui a nota a dizer que todos os pontos da acusação serão rebatidos e que a inocência de seu cliente será provada.

"No curso da instrução [...] os pontos da acusação - que desde já considero completamente frágeis e infundados - serão categoricamente rebatidos e rechaçados e a contraprova evidenciará a absoluta inocência de meu cliente", conclui.

O Ministério Público brasileiro acusou na quinta-feira o ex-deputado Duarte Lima pela morte da portuguesa Rosalina Ribeiro e pediu sua prisão preventiva.

Rosalina foi assassinada em Dezembro de 2009 no município de Saquarema, nos arredores do Rio de Janeiro.

A acusação indica que o crime terá sido motivado "porque a vítima se recusou a isentar o advogado de responsabilidade na participação numa fraude do espólio do milionário português Lúcio Tomé Feteira", companheiro falecido de Rosalina Ribeiro.