Justiça

Renato Seabra condenado a 25 anos de prisão

Renato Seabra condenado a 25 anos de prisão

Renato Seabra foi condenado, esta sexta-feira, pelo Supremo Tribunal de Nova Iorque a uma pena mínima de 25 anos de prisão. O jovem, considerado culpado da morte de Carlos Castro, quebrou o silêncio e pediu perdão à família do cronista social.

O português Renato Seabra, tinha sido declarado culpado pelos jurados de um tribunal de Nova Iorque pelo homicídio em segundo grau do cronista social Carlos Castro. Esta sexta-feira, o juiz Daniel Fitzgerald condenou-o a 25 anos de prisão sendo a pena revista periodicamente e podendo ser prolongada a perpétua em função do comportamento do réu.

A pena vai ter de ser cumprida numa cadeia do Estado de Nova Iorque, disse à Lusa fonte da Procuradoria daquela cidade norte-americana.

O gabinete de relações públicas da Procuradoria de Nova Iorque escusou-se a comentar a sentença, anunciada pelo juiz Daniel Fitzgerald no Supremo Tribunal nova-iorquino, tendo apenas confirmado que o cidadão português foi condenado a uma pena de 25 anos a prisão perpétua.

"A decisão é clara quanto a isso. A decisão do juiz refere que ele vai ter de cumprir a pena num estabelecimento prisional de Nova Iorque", afirmou fonte do gabinete, quando questionado sobre se existe a possibilidade de Renato Seabra ser extraditado.

A mesma fonte escusou-se a dar mais informação sobre o assunto, remetendo para os advogados de Seabra "essa e outras questões mais específicas".

Durante o julgamento, a defesa pediu a absolvição, argumentando que os problemas mentais de Seabra, diagnosticados pelos psiquiatras que o observaram depois do crime, o impediram de ter consciência dos seus atos, enquanto a acusação sustentou que foi a "raiva e vergonha" com o final da relação homossexual com Castro, iniciada assumidamente a troco de favores materiais, a levar ao violento crime de 7 de janeiro de 2011.

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A decisão dos jurados foi comunicada a 30 de novembro ao Tribunal nova-iorquino após mais de seis horas de deliberações, cabendo ao juiz Daniel Fitzgerald ditar agora a sentença relativa ao crime cometido no quarto que vítima e agressor partilhavam num hotel de Nova Iorque.

O jovem, detido há mais de um ano no estabelecimento prisional de Rikers Island, enfrentava uma pena mínima de prisão 15 anos a perpétua e máxima de 25 anos a perpétua.

O advogado de defesa, David Touger revelou que vai pedir recurso da decisão, mas não precisou quando e com que argumentos.

Seabra esteve impassível e cabisbaixo durante a decisão dos jurados e antes de sair da sala virou-se para a mãe, a qual, por gestos, lhe pediu calma, soprou beijos e uniu as mãos, como que a rezar.

O procurador de Nova Iorque, Cyrus Vance, congratulou-se com a decisão dos jurados considerando que a morte de Carlos Castro foi um "crime brutal e sádico".

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