Operação Marquês

Amigo de Sócrates mantém-se preso em casa

Amigo de Sócrates mantém-se preso em casa

O empresário Carlos Santos Silva vai manter-se em prisão domiciliária e com pulseira eletrónica, segundo decisão do Tribunal Central de Instrução Criminal.

Carlos Santos Silva, empresário e amigo de José Sócrates, vai manter-se preso em casa, no âmbito da Operação Marquês. O juiz Carlos Alexandre decidiu, esta sexta-feira, manter a medida de coação, na sequência de promoção do procurador do Ministério Público, anuncia a Procuradoria Geral da República.

Suspeito de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais, tal como o ex-primeiro-ministro, Santos Silva tem estado, desde o passado dia 26 de maio, sujeito à medida de coação de obrigação de permanência na habitação, sob vigilância de pulseira eletrónica e proibido de contactar os outros arguidos. Antes estivera em prisão preventiva, desde 24 de novembro do ano passado, no estabelecimento prisional junto à Polícia Judiciária de Lisboa.

O empresário é apontado pela investigação como testa de ferro do ex-primeiro-ministro, tendo acumulado, durante anos, na Suíça, uma fortuna que ultrapassou 23 milhões de euros e regressou a Portugal ao abrigo de dois Regime Extraordinário de Regularização Tributária, em 2005 e 2010.

A investigação, a cargo do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, sustenta que o dinheiro teve origem em atos de corrupção praticados por Sócrates enquanto foi primeiro-ministro, entre 2005 e 2011.

As medidas de coação de José Sócrates deverão ser reexaminadas até ao próximo dia 9 de setembro. Recorde-se que o Ministério Público já propôs a passagem do ex-governante para prisão domiciliária, com pulseira eletrónica, mas esta possibilidade foi recusada pelo arguido, precisamente por não aceitar o uso de pulseira. Assim, manteve-se no estabelecimento prisional de Évora.

Na Operação Marquês está em prisão domiciliária o vice-presidente do Grupo Lena, Joaquim Barroca Rodrigues, suspeito de ter pago luvas ao ex-primeiro-ministro, bem como de ter sido intermediário de uma transferência de 12 milhões de euros oriunda do empresário Hélder Bataglia, administrador do empreendimento Vale do Lobo, no Algarve.

Também Armando Vara, ex-ministro e amigo de Sócrates, foi colocado em prisão domiciliária, com pulseira eletrónica, por suspeitas de ter recebido contrapartidas enquanto administrador da Caixa Geral de Depósitos para viabilizar o financiamento e a participação do banco público no negócio de Vale do Lobo, em 2006.

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