Justiça

José Sócrates passa terceira noite detido na PSP

José Sócrates passa terceira noite detido na PSP

À saída do Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, o advogado de José Sócrates adiantou que o ex-primeiro-ministro voltará a ser interrogado esta segunda-feira, às 9.15 horas. Questionado sobre o estado de espírito de Sócrates, João Araújo disse apenas: "Está melhor do que eu". O antigo líder do PS passa, assim, a terceira noite consecutiva no Comando Metropolitano de Lisboa da PSP.

José Sócrates chegou às 8.30 horas deste domingo, saindo pelas 21.45. João Araújo indicou que o interrogatório "está a correr muito bem" e que o antigo chefe do Governo tem prestado todos os esclarecimentos ao juiz Carlos Alexandre. "Se não respondesse não estávamos aqui a esta hora, como é evidente", referiu.

O advogado referiu ainda que o seu cliente "está ótimo" e tem um "estado de espírito forte", apesar de passar a terceira noite numa cela do Comando da PSP de Lisboa.

Pelas 19.45 horas, outros três detidos no âmbito deste processo saíram do tribunal sob escolta policial. O empresário Carlos Santos Silva, que foi administrador do grupo Lena entre março de 2008 e outubro de 2009, o advogado Gonçalo Trindade Ferreira e o motorista João Perna, detidos na quinta-feira, regressaram ao estabelecimento prisional junto à Polícia Judiciária para pernoitarem.

Foi ao longo do interrogatório deste domingo que José Sócrates foi confrontado com parte da prova recolhida pela investigação.

Quanto às medidas de coação que serão aplicadas, tanto a Sócrates quanto aos outros detidos, desconhece-se se quando serão tornadas públicas. Não se sabe se, à semelhança do que aconteceu no caso dos vistos gold, o juíz irá determinar em conjunto as medidas de coação de todos os interrogados.

O ex-primeiro-ministro José Sócrates fois interrogado no âmbito de um inquérito que investiga suspeitas dos crimes de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção.

Em comunicado divulgado no sábado, a Procuradoria-Geral da República confirmou a detenção de José Sócrates, bem como do empresário Carlos Santos Silva, do advogado Gonçalo Trindade Ferreira e do motorista João Perna.