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Droga, armas e falta de segurança impõem fim de rave

Droga, armas e falta de segurança impõem fim de rave

"Maior festival de Darkpsy em Portugal" deveria ter demorado três dias, mas acabou ao fim de algumas horas. GNR mobilizou 90 militares para fiscalizar herdade de Santarém

Aquele que deveria ser o regresso do autodenominado "maior festival de Darkpsy em Portugal" terminou pouco depois de começar. A rave começou na tarde da última sexta-feira e deveria prolongar-se ininterruptamente até a madrugada de domingo, porém, uma operação da GNR pôs um ponto final no evento que decorria há poucas horas, em Fazendas de Almeirim, Santarém. A apreensão de droga, armas e notas falsas, assim como o incumprimento das regras de segurança ditou o fim da festa.

A última edição do "B.A.F.O. Festival" tinha acontecido em 2014 e deixou saudades entre os amantes da música eletrónica. Por esse motivo, uma editora portuguesa, mas com sede nos Países Baixos, decidiu promover o "B.A.F.O. Festival - The Return", que prometia três dias de festa.

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Com artistas oriundos de vários países, o evento foi marcado para uma herdade de Fazendas de Almeirim e teve início às 15 horas, da passada sexta-feira. Deveria estender-se até à noite de domingo, mas terminou horas após ter começado. Pelas 20 horas de sexta-feira, a GNR mobilizou cerca de 90 militares para efetuar uma "operação especial de prevenção criminal", que se dividiu em duas partes.

Uma ação visou a fiscalização dos festivaleiros, que pagaram entre 30 e 75 euros por bilhete, e levou à detenção de 20 pessoas pelos crimes de tráfico de estupefacientes, posse de arma proibida e posse de nota falsa. Também permitiu a apreensão de 86 doses de haxixe, 115 doses de MDMA, 63 doses de Liamba, 20 selos LSD e 11 Comprimidos de ecstasy. Foram, igualmente, apreendidas três armas proibidas e três notas falsas de 200 euros cada uma.

A segunda ação incidiu no controlo das condições de segurança do festival. A GNR descobriu que, apesar de dispor de licença camarária, o "B.A.F.O. Festival - The Return" não cumpria as normas legais de segurança. O evento não tinha, por exemplo, os sete seguranças privadas exigidos por lei.

Perante as irregularidades detetadas, o promotor decidiu acabar com o festival. Nessa ocasião, estavam cerca de 500 pessoas no interior do recinto.

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