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Chaves

Dupla fiscalização da GNR e SEF criou fila na fronteira

Dupla fiscalização da GNR e SEF criou fila na fronteira

Uma operação de fiscalização e prevenção da criminalidade da GNR montada junto da fronteira de Vila Verde da Raia em Chaves, em paralelo e a poucos metros do controlo de entradas e saídas do território nacional por parte do SEF, gerou, na sexta-feira à tarde, longas filas de trânsito e desconforto junto de muitos automobilistas, que acabaram por ser controlados duas vezes.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, o SEF, que é normalmente acompanhado por elementos da GNR, estava posicionado no habitual ponto de controlo, situado a cerca de 500 metros da linha de fronteira. Verificava os motivos pelos quais os automobilistas queriam entrar em Portugal, no âmbito do atual encerramento de fronteiras, motivado pela pandemia.

Cerca das 14 horas, a GNR montou, entre a fronteira e o ponto de controlo do SEF, uma operação de fiscalização rodoviária e de prevenção da criminalidade, gerando algum desconforto entre os elementos do SEF.

Rapidamente, um inabitual caudal de trânsito começou a gerar longas filas de automóveis que pretendiam entrar em Portugal. A "dupla fiscalização" chegou a causar situações caricatas como um cidadão espanhol que foi multado por causa de uma infração rodoviária na operação da GNR, mas que acabou por ver a sua entrada em território nacional ser recusada pelo SEF, por a mesma não se enquadrar nas viagens essenciais.

Contactada pelo JN, fonte do Comando Geral da GNR explicou que esta força organiza operações de fiscalização de forma aleatória, em qualquer zona do país, da responsabilidade dos respetivos comandas territoriais. No caso de Vila Verde da Raia, a operação foi montada onde existia o espaço necessário para tal ação, sendo que o único espaço disponível era entre a linha de fronteira e o ponto de controlo do SEF, rejeitando assim qualquer mau estar com a polícia das fronteiras.

O JN tentou ouvir fonte da Direção Nacional do SEF, que, apesar do anúncio da sua extinção, ainda mantém as competências, mas tal não foi possível até ao momento. Recorde-se que uma resolução do Conselho de Ministros publicada, na quarta-feira, em Diário da República, arrancou formalmente com o processo de extinção do SEF, determinando as linhas gerais da criação, em seu lugar, do Serviço de Estrangeiros e Asilo (SEA). Uma parte substancial das competências do SEF vai ser distribuída pela GNR, PSP, Polícia Judiciária e pelo Instituto de Registos e Notariado.

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