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EDP e ex-secretário de Estado Artur Trindade já foram constituídos arguidos

EDP e ex-secretário de Estado Artur Trindade já foram constituídos arguidos

A empresa EDP e o ex-secretário de Estado da energia do governo de Pedro Passos Coelho foram constituídos arguidos pelo Ministério Público (MP), no processo das chamadas "rendas excessivas". Ambos foram notificados esta segunda-feira.

Fonte oficial da empresa, confirmou ao JN, ter recebido a notificação do MP e que a constituição como arguido da empresa, envolve a Artur Trindade.

O ex-secretário de Estado é suspeito de ter beneficiado a EDP, enquanto estava no governo de Pedro Passos Coelho. Em troca, pai do ex-governante foi contratado pela elétrica e o MP acredita ter sido essa a contrapartida.

Na semana passada, os presidentes da EDP e EDP Renováveis, António Mexia e Manso Neto, foram suspensos de funções pelo juiz de instrução criminal Carlos Alexandre, no âmbito do processo, que envolve o antigo ministro Manuel Pinho, também arguido.

Artur Trindade, ex-secretário de Estado da Energia (2012-2015) e, desde 2017, administrador do Operador do Mercado Ibérico de Eletricidade (OMIP), foi um dos mais recentes alvos do MP, neste processo..

Num despacho do início de junho, a que o JN teve acesso, o dirigente já era tratado como arguido pelos procuradores titulares do inquérito no Departamento Central de Investigação e Ação Penal, o que já indiciava que seria constituído como tal. Num despacho de 9 de julho, os procuradores Hugo Neto e Carlos Casimiro, informavam o juiz Carlos Alexandre que iria constituir como arguido o ex-governante e também a própria EDP.

Os magistrados consideram que Trindade foi subornado por António Mexia, presidente da EDP, e João Manso Neto, líder da EDP Renováveis, com um emprego para o seu pai na elétrica.

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