Tráfico de droga

Embarcação da GNR avariou durante perseguição a lanchas rápidas

Embarcação da GNR avariou durante perseguição a lanchas rápidas

Uma embarcação da GNR avariou durante uma perseguição a duas lanchas rápidas suspeitas de transportar droga. O caso aconteceu na tarde desta terça-feira e o barco policial teve de ser rebocado até à costa, depois de também ter entrado água no seu interior. Os presumíveis traficantes fugiram.

A própria GNR esclareceu que a Unidade de Controlo Costeiro detetou, através do Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo, uma embarcação de alta velocidade próximo da ilha da Armona, em Olhão. Esta lancha rápida, descreve a GNR, tinha "14 metros de comprimento e quatro motores de alta potência" e era em tudo semelhante às usadas no "tráfico de estupefacientes por via marítima".

Um comunicado da Guarda refere que, "de imediato, foi acionada uma Equipa de Patrulhamento e Interceção Marítima do Destacamento de Controlo Costeiro de Olhão" para "confirmar as suspeitas e intercetar" o barco suspeito. Quando os militares da GNR já estavam no mar sinalizaram uma segunda lancha rápida que, tal como a primeira, estava carregada "com diverso material a bordo designadamente jerricans [provavelmente cheios de gasolina] e volumes que se presumem ser produto estupefaciente".

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"Na tentativa de intercetar uma das embarcações suspeitas, foram dadas ordens de paragem aos tripulantes, que não acataram, continuando em fuga", explicou a GNR. Esta força policial acrescentou que, "decorrente da alta velocidade em que esta ação aconteceu e das manobras bruscas realizadas pela [lancha] suspeita, um dos motores da embarcação da Unidade de Controlo Costeiro cedeu, provocando a sua paragem imediata e danos estruturais".

Além deste dano, a embarcação da GNR "registou entrada de água no interior, pelo que foram ativados os meios de socorro e empenhada mais uma embarcação naval da Unidade de Controlo Costeiro". O barco da Guarda foi, em seguida, rebocado até à costa e os militares que o tripulavam levados para terra, sem ferimentos.

Entretanto, o Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo fez o acompanhamento das lanchas rápidas suspeitas, mas ambas fugiram. Uma em direção a Espanha, a outra para Sul. O caso foi comunicado ao Ministério Público e as autoridades espanholas foram informadas do sucedido.

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