Processo

Emitido mandado de detenção para Vale e Azevedo

Emitido mandado de detenção para Vale e Azevedo

A justiça portuguesa emitiu, esta sexta-feira, um mandado de detenção para João Vale e Azevedo. O Tribunal de Lisboa considerou o antigo presidente do Benfica contumaz, ou seja, concluiu que ele deliberadamente se recusa a comparecer perante um juiz.

Em causa, está um processo em que Vale e Azevedo está acusado de prestar garantias falsas de três milhões de euros em processos judiciais e de tentar burlar o BCP, também com garantias falsas, para obter um crédito de 25 milhões de euros.

Recorde-se que, desde março de 2019, que o tribunal tenta, sem sucesso, notificar João Vale e Azevedo, que reside e trabalha em Londres desde 2018​, para ser julgado nesse processo.

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No passado dia 30 de junho, o Tribunal decretou um prazo de 30 dias para que Vale e Azevedo se apresentasse em tribunal. "Até ao momento, e decorrido tal prazo, não se apresentou", lê-se na declaração dos juízes, divulgada pela CNN Portugal. Por isso o Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa considerou o arguido "contumaz". Por isso, Vale e Azevedo foi declarado fugido à justiça e poderá ser julgado à revelia, ou seja, sem a sua presença.

Foi junto com a declaração de contumácia, que o juiz mandou emitir um mandado de detenção, que deverá ser acompanhado por um mandado de captura internacional.

Na declaração de contumácia, o coletivo de juízes considerou "evidente" que Vale e Azevedo tentou "de forma enviesada" (dizendo que nunca foi notificado ou que alegando motivos de saúde), "lograr aquilo que não conseguiu alcançar por via de recurso. Assim, procurou "entorpecer a marcha processual, numa clara distorção dos princípios e institutos que regem o processo penal". Os juízes consideram ainda que a atuação de Vale e Azevedo raia "até a má-fé processual".

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