Crime ambiental

Empresa de curtumes em Alcanena enterrava lamas e resíduos sem controlo

Empresa de curtumes em Alcanena enterrava lamas e resíduos sem controlo

Uma indústria de curtumes em Alcanena enterrava raspas e depositava sem controlo resíduos orgânicos, lamas e resíduos de construção e demolição. Está a ser alvo de um processo-crime por poluição.

Inspetores da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) fizeram esta segunda-feira uma fiscalização a uma indústria de costumes localizada em Alcanena.

No cumprimento do mandado de busca, os elementos da Unidade Operacional de Santarém da ASAE realizaram várias escavações com recurso a uma retroescavadora e puderam comprovar a existência, em dois terrenos adjacentes à indústria, de indícios do enterro de raspas azuis e verdes, bem como a presença de lamas provenientes das lagoas existentes, com eventual contaminação dos lençóis freáticos.

Segundo um comunicado da ASAE, as diligências, confirmaram "a deposição incontrolada de resíduos orgânicos (peles), lamas e, ainda, resíduos de construção e demolição (RCD)".

Após as aberturas, a maioria das valas acabou por ficar submersa com água, que brotava do solo (aquíferos), com cheiro e coloração, indiciando uma eventual contaminação dos solos, acrescenta o organismo.

Assim, foram efetuadas colheitas de solo e de água para serem analisados e a emissão de um parecer no âmbito do processo-crime em curso.

Nesta ação de inspeção, a ASAE contou com a colaboração da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), do Instituto da Soldadura e Qualidade e ainda da Câmara Municipal de Alcanena.

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