Ataque a Alcochete

Encapuzado diz que entrou em pânico quando ouviu gritos e viu Bas Dost no chão

Encapuzado diz que entrou em pânico quando ouviu gritos e viu Bas Dost no chão

António Catarino, um dos encapuzados que entraram na Academia de Alcochete, disse ao Tribunal de Monsanto que foi à Academia porque se "achava no direito de pedir satisfações aos jogadores pelos maus resultados", mas assim que entrou no edifício da ala profissional e ouviu gritos e Bas Dost no chão, entrou em "pânico".

Ainda fora da Academia, o arguido diz que lhe deram uma balaclava, mas na "inocência" pensou que fosse um "adereço para fazer pressão aos jogadores, já que tinha o símbolo do Sporting".

O arguido - segundo contou em tribunal - começou a correr em direção à Academia porque pensava que o treino estava a acabar. Perto dos balneários, o arguido viu outros encapuzados a atirar tochas para os carros e dirigiu-se ao edifício do balneário. "Vi uma pessoa a tirar as tochas que estavam debaixo de um dos carros, por isso pensei que havia quem apaziguasse a situação e que não fosse descambar".

Aos juízes, disse que entrou no edifício porque acreditava que no interior encontrasse "alguém para nos encaminhar aos jogadores e para manifestarmos o nosso descontentamento, nunca para agredir".

Entretanto, o membro da Juve Leo ouviu gritos no interior do balneário, fumo e Bas Dost no chão agarrado à cabeça. "Entrei em pânico e só queria sair dali", alega. Na fuga, viu Jorge Jesus a correr atrás de um encapuzado.

António Catarino terminou o depoimento a manifestar arrependimento pelo sucedido e pediu desculpas aos jogadores. "O que aconteceu não pode representar o futebol português e o que são as claques".

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