Exclusivo

Engenharia financeira para poupar 300 milhões na mira do Fisco

Engenharia financeira para poupar 300 milhões na mira do Fisco

Criação de "empresas-veículo" que ficaram com as barragens sob suspeita do MP. Fusão entre firmas criadas pela EDP e consórcio francês no centro da investigação.

Uma engenharia financeira que chama "fusão" a uma venda de seis barragens, com a criação de empresas paralelas, apenas destinadas a poupar impostos. Com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) a permitir o negócio, sem acautelar o interesse público, em que o Estado terá sido prejudicado em cerca de 300 milhões de euros. São estas as suspeitas que levaram ontem o Ministério Público (MP) e a Autoridade Tributária (AT) a realizar buscas na EDP, na APA, na empresa Engie (líder do consórcio francês que comprou as barragens), em escritórios de advogados e em outras empresas do setor hidroelétrico. Foram apreendidos documentos relativos ao negócio de 2,2 mil milhões de euros, assim como computadores e outro material informático, com o objetivo de recolher provas sobre as suspeitas do crime de fraude fiscal.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, o inquérito do Departamento de Investigação e Ação Penal (DCIAP) foi aberto este ano, para investigar os contornos da criação de empresas por parte da EDP e da Engie, que permitiram, só na venda, uma poupança de 120 milhões em imposto do selo.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG