Castelo Branco

Engenheiro que criou mecanismos para atear fogos chegou ao tribunal

Engenheiro que criou mecanismos para atear fogos chegou ao tribunal

Suspeito foi detido na segunda-feira e será sujeito a primeiro interrogatório judicial. PJ apreendeu vários engenhos com temporizador.

O engenheiro eletrotécnico, de 38 anos, que foi detido pela suspeita de causar fogos florestais usando um engenho eletrónico, no distrito de Castelo Branco, já chegou ao tribunal para, ao longo da tarde desta terça-feira, ser sujeito a primeiro interrogatório judicial. As diligências serão conduzidas pelo juiz de instrução criminal Joaquim Borges e contarão com a colaboração da procuradora Ana Maria Prata.

Recorde-se que o homem foi detido no seguimento de quatro focos de incêndio registados no último domingo, nos concelhos da Sertã e Proença-a-Nova. Estes fogos terão sido provocados por um engenho eletrónico idealizado e construído pelo engenheiro. "O engenho tem um temporizador programado pelo autor, que fechava o circuito no tempo por si escolhido. Ao fechar o circuito provoca a ignição da matéria combustível envolvente. Os temporizadores podem ser programados até 11 dias, os de domingo estavam com programação de 48 horas", revelou o coordenador de investigação criminal da Polícia Judiciária (PJ), Fernando Ramos.

O subdiretor da PJ do Centro, Válter Constantino, acrescentou que investigação durou dois anos e que o suspeito já estava referenciado pelas autoridades. Um dos incêndios que terá sido causado pelo suspeito foi o que ocorreu em Mação, em julho de 2017, que destruiu cerca de 33 mil hectares de floresta.

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