Crime

Entra no hospital de Peniche e dá três facadas em médico

Entra no hospital de Peniche e dá três facadas em médico

Um desentendimento antigo, por razões que estão por apurar, terá estado na origem da agressão à facada a um médico, ao início da tarde desta segunda-feira, no Hospital de Peniche.

O clínico, de 60 anos, sofreu ferimentos numa perna e está livre de perigo. O agressor, de 64, foi detido e será presente amanhã, terça-feira, a um juiz de instrução criminal.

Segundo informações da PSP, o atacante entrou no hospital munido de uma faca de cozinha, dirigiu-se ao gabinete onde estava o médico-cirurgião e desferiu-lhe três golpes nas nádegas. Após as agressões, foi imobilizado pelos seguranças da unidade de saúde, até à chegada das autoridades policiais.

Os motivos que levaram à agressão ainda estão a ser investigados, mas fonte da PSP disse ao JN que estarão relacionados "com um problema antigo" entre médico e agressor, sem especificar se se trata de um desentendimento a nível pessoal ou ligado à atividade profissional da vítima.

O médico foi transportado para o Hospital das Caldas da Rainha, mas o seu estado era estável e não corria perigo de vida. Já o autor das agressões foi levado para a esquadra da PSP de Peniche, onde irá passar a noite. Por determinação do Ministério Público, a investigação do caso ficará a cargo da PSP.

Segundo a administradora do Centro Hospitalar do Oeste, Elisa Balza, o agressor é um doente com "patologia psiquiátrica" que recorre com frequência ao hospital de Peniche, onde conhece os profissionais de saúde e as instalações, pelo que afasta qualquer hipótese de falta de segurança naquela unidade hospitalar.

Ordem diz que agressão a médico é o "espelho da insegurança" no SNS

A Ordem dos Médicos lamentou a agressão contra o cirurgião no hospital de Peniche, considerando que é um "espelho da situação de insegurança" que se vive no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

"Este caso é o espelho da grave situação de insegurança que se vive no SNS e de um clima de conflitualidade institucional que infelizmente é alimentado pela própria tutela e que não dignifica nem beneficia ninguém", afirma Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos.

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