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Estado exige 624 mil euros a "Rei das Farmácias" julgado por fraudes

Estado exige 624 mil euros a "Rei das Farmácias" julgado por fraudes

Nuno Guerreiro arguido por fraude fiscal, insolvência dolosa e branqueamento. Desviou 63 milhões para pagar luxos.

Ficou conhecido pela alcunha de "Rei das Farmácias" por ser o dono encapotado de 30 estabelecimentos, que levou à falência com a compra de imóveis de luxo, barcos, obras de arte, Ferraris, Lamborghinis e outros carros de luxo. Foi acusado de se apropriar de 63 milhões de euros e agora está a ser julgado no Tribunal de Lisboa por abuso de confiança, insolvência dolosa, branqueamento de capitais e fraude fiscal. O Ministério Público (MP) reclama-lhe 624 mil euros, correspondente a valores de IRS e IVA por pagar.

De acordo com acusação do MP, Nuno Alcântara Guerreiro, hoje com 54 anos, começou a comprar farmácias no ano 2000. Como a lei não lhe permitia ser dono de mais do que uma "decidiu ainda que faria com que terceiros figurassem como adquirentes das sociedades proprietárias das farmácias, fosse nos contratos-promessa, fosse em escrituras de compra e venda, junto do Infarmed, contratos de mútuo celebrados com os bancos, contas bancárias, títulos de crédito, e toda a restante documentação necessária à gestão de tal tipo de atividade", explica o MP.

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