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Ex-administradores do S. João condenados por difamar bastonária

Ex-administradores do S. João condenados por difamar bastonária

O ex-presidente e três vogais da administração do Hospital de S. João foram condenados a pagar cinco mil euros à bastonária dos Enfermeiros. Os jornalistas ficaram à porta do Tribunal do Bolhão, no Porto, e não puderam ouvir a sentença.

Em causa estava o conteúdo de um comunicado emitido em julho de 2017 pela administração da Hospital de S. João que o tribunal veio a considerar como injurioso para com a bastonária da Ordem dos Enfermeiros. Nele, a administração acusava Ana Rita Cavaco de ser "mentirosa" e de ter uma "personalidade narcísica a quem os espelhos não mostram a realidade".

A mensagem fora uma resposta a uma carta enviada dias antes pela bastonária ao ministro da Saúde. Na missiva, Ana Rita Cavaco pedia a demissão da enfermeira-diretora do S. João, alegando que a mesma a tentara agredir. Além disso, também deveria ser dispensada por alegadamente estar a prejudicar as suas funções por causa de um doutoramento que a levaria a "várias e longas ausências ao serviço".

O processo-crime sobre a eventual agressão acabou arquivado pelo Ministério Público, mas a queixa por difamação culminou agora com uma decisão favorável a Ana Rita Cavaco.

Segundo afirmou a bastonária, além da indemnização de cinco mil euros, António Oliveira e Silva, presidente do São João entre 2016 e 2019, e os três vogais da sua administração foram condenados também a 180 dias de multa, num valor que a mesma não soube especificar.

Jornalistas não puderam assistir

O desfecho do caso foi revelado à agência Lusa pela própria bastonária, que não esteve presente na leitura da sentença, pois os jornalistas não puderam assistir e ainda aguardam acesso ao conteúdo da decisão.

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A leitura decorreu nesta manhã de quinta-feira no Tribunal do Bolhão, no Porto. Aos jornalistas foi negada a entrada na sala com a justificação de que a lotação da mesma fora esgotada apenas com os intervenientes processuais.

No final da audiência, os jornalistas pediram acesso à sentença ou a leitura de um resumo da mesma. Porém, através de uma funcionária judicial, a juíza exigiu que os jornalistas presentes enviassem por correio eletrónico um requerimento a fazer o pedido.

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