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Ex-autarca acusado de entregar a amigo obras de 1,6 milhões

Ex-autarca acusado de entregar a amigo obras de 1,6 milhões

O MP contabilizou 30 contratos na Câmara do Fundão. Alguns não foram executados e outros acabaram a ser feitos por técnicos municipais.

O Ministério Público (MP) do DIAP de Coimbra acusou Manuel Frexes, ex-presidente da Câmara do Fundão e ex-deputado do PSD, um ex-diretor e um empresário dos crimes de prevaricação, participação económica em negócio, peculato e falsificação de documentos. O ex-diretor e uma outra funcionária municipal foram ainda acusados de recebimento indevido de vantagem. Manuel Frexes diz que irá provar a sua inocência em tribunal.

Em causa, segundo apurou a investigação da Polícia Judiciária (PJ) da Guarda, estão 30 contratos de empreitadas, estudos e projetos, no valor de 1,6 milhões de euros, que terão violado as regras de contratação pública. O objetivo foi beneficiar três empresas administradas pelo empresário Mário Pina Bernardo. Segundo a acusação, durante o mandato de 2007 e 2011, Manuel Frexes usou os cofres da Autarquia para dar uma "almofada financeira" às empresas do amigo que sofriam com a crise económica. E, com a ajuda do então diretor do Departamento de Obras Municipais, recorreu a vários estratagemas para tal fim.

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