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Ex-diretor da PJ Militar em silêncio no DCIAP

Ex-diretor da PJ Militar em silêncio no DCIAP

Luís Vieira, ex-diretor da PJ Militar detido preventivamente há cerca de um mês, foi esta terça-feira de manhã novamente ouvido em Lisboa, no âmbito da investigação à recuperação das armas desaparecidas de Tancos no ano passado, mas optou por não prestar declarações.

"O meu constituinte usou do direito legal de não prestar declarações. Manteve, portanto, as declarações que prestou em primeiro inquérito judicial de arguido detido. Considera que o silêncio, neste momento, é a melhor resposta", garantiu, à saída do Departamento Central de Ação e Investigação Penal (DCIAP), o seu advogado.

Rui Baleizão afirmou ainda que acredita que o "tempo se vai encarregar de trazer toda a verdade". E sustentou que o silêncio é também uma forma de "não contribuir para mais intoxicação do ponto de vista daquilo que é a informação que permanentemente tem vindo a denegrir quer entidades quer instituições". "A presunção de inocência é um princípio que não está a ser respeitado", argumentou. Rejeitou, por isso, responder a qualquer questão dos jornalistas sobre o processo.

O advogado admitiu, ainda assim, ter tido acesso "aos novos factos que existem". Entre eles, estará a alegada entrega de um memorando a Martins Pereira, à data chefe de gabinete do então ministro da Defesa, Azeredo Lopes, que referia o "encobrimento" do furto das armas de Tancos, de que ambos já negaram ter conhecimento. Martins Pereira chegou mesmo a entregar no DCIAP, há duas semanas, um outro memorando que garantiu ser o "verdadeiro" e que afirma ter recebido oficialmente no dia seguinte à recuperação do armamento, em outubro de 2017, na Chamusca, sem qualquer referência a uma encenação.

Os desenvolvimentos levaram Vasco Brazão, major da PJ Militar atualmente em prisão domiciliária no âmbito da mesma investigação, a pedir para ser ouvido novamente pelos procuradores do Ministério Público, o que acabou por acontecer a 16 de outubro. Já o coronel Luís Vieira foi esta terça-feira interrogado pela segunda vez a pedido destes.

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