Montijo

Ex-diretora de IPSS e marido acusados de enganar Segurança Social

Ex-diretora de IPSS e marido acusados de enganar Segurança Social

O Ministério Público (MP) do Montijo acusou a ex-diretora geral de uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) e o marido de terem enganado a Segurança Social sobre o número de utentes a seu cargo para obterem rendimentos avultados. O MP requereu que fosse declarado perdido a favor do Estado 638 mil euros.

A investigação apurou que a arguida, entre 2002 e 2012, aproveitando o cargo de direção que exercia, inflacionou o número de utentes na IPSS para obter aumentos salariais e outras regalias. O número fictício de utentes era comunicado à Segurança Social que aumentava assim a prestação social paga à IPSS.

Nesse período, a ex-diretora geral da União Mutualista Nossa Senhora da Conceição e o marido, que não trabalhava na instituição, receberam 28 mil euros da Segurança Social. A arguida aumentou o salário contra os estatutos da Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) em 620 mil euros.

O MP acredita que os dois arguidos engendraram um plano para transferir quantias monetárias pertencentes à IPSS para contas bancárias por si movimentadas de forma fraudulenta e em prejuízo da instituição. O casal movimentava o dinheiro das contas, gastando em proveito próprio ou entregando-as a terceiros, através do levantamento em numerário ou de transferência bancária, procurando esconder a proveniência ilícita.

Os arguidos estão acusados de crimes de abuso de confiança qualificado, fraude qualificada contra a Segurança Social, falsificação e branqueamento de capitais. O MP requereu que fosse declarado perdido a favor do Estado 638 mil euros, o valor dos salários aumentados indevidamente e da comparticipação indevida pela Segurança Social.

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