Ex-inspetor

Gonçalo Amaral diz que imagem da carrinha de suspeito de raptar Maddie foi alterada

Gonçalo Amaral diz que imagem da carrinha de suspeito de raptar Maddie foi alterada

O antigo coordenador da Polícia Judiciária de Portimão, Gonçalo Amaral, que liderou a investigação ao desaparecimento de Madeleine McCann, insinuou que as autoridades alemãs adulteraram a fotografia da carrinha que pertencia ao novo suspeito do caso, Christian Brueckner.

Numa entrevista ao "Jornal das 8" da TVI, domingo à noite, Amaral mostrou uma fotografia do veículo personalizado com bonecos desenhados a preto e que não corresponde às imagens que foram divulgadas pela polícia alemã.

O antigo coordenador assegurou ter a certeza de que o veículo "é o mesmo" e que a fotografia "foi tirada no ano passado", no Algarve, sem dizer concretamente onde, antes de ter sido levado para a Alemanha onde foi alvo de peritagens. "É a viatura que o suspeito, dizem, tinha na altura, e que é totalmente diferente daquilo que nos têm mostrado", acusou.

Brueckner só não é o suspeito perfeito porque está vivo

Sobre Christian Brueckner, considera que "é o suspeito quase perfeito" e que "só lhe falta uma coisa para ser perfeito: estar morto", numa clara alusão a um outro homem, que também foi apontado como autor do rapto.

Euclides Monteiro, um antigo funcionário do Ocean Club, de onde Madeleine desapareceu, em maio de 2007, começou a ser investigado em 2013 porque os registos telefónicos mostravam que tinha estado perto do apartamento dos McCann. Mas o homem tinha morrido em 2009, num acidente com um trator.

Sobre o novo suspeito, Christian Brueckner, um pedófilo a cumprir pena na Alemanha, Amaral reiterou que "é um bode expiatório" e descredibilizou a investigação da polícia alemã, recordando que, na investigação que conduziu, "a teoria do rapto é a que menos indícios tem".

PUB

"Pouco importa quem é o pedófilo", mas "é necessário uma figura que, pelo perfil, pela proximidade, encaixe para levar com as culpas", acusou.

Gonçalo Amaral insistiu na negligência dos pais

Gonçalo Amaral insistiu na "negligência dos pais" e dos amigos que "abandonaram os filhos, mentiram à polícia e continuam a mentir, porque não revelaram tudo o que se passou naquela noite" de 3 de maio de 2007.

Quando questionado sobre se Brueckner foi investigado pela PJ, uma vez que o telemóvel que utilizava foi detetado nas proximidades do Ocean Club na noite do desaparecimento, respondeu que teria "de consultar o processo" para poder responder, afirmando que, naquela altura, não se sabia que já tinha sido condenado na Alemanha por crimes sexuais, nem que foi o autor da violação de uma idosa, na praia da Luz, em 2005. Situação que só foi descoberta em 2018.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG