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Julgamento

Ex-observador de árbitros quer ser julgado à parte no e-toupeira

Ex-observador de árbitros quer ser julgado à parte no e-toupeira

Júlio Loureiro, o ex-observador de árbitros e funcionário judicial acusado de um crime de corrupção passiva no caso e-toupeira, quer ser julgado à parte dos dois outros arguidos, Paulo Gomes, antigo assessor no Benfica, e Paulo Silva, o outro funcionário judicial que está indiciado por espiar processos em segredo de justiça. O julgamento deve começar esta quarta-feira.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, o advogado de Júlio Loureiro, Rui Pedro Pinheiro, requereu, na passada sexta-feira, a separação de processos para o seu cliente. Na prática, o antigo observador de árbitro entende que, por estar acusado de apenas um crime, a sua presença apenas irá retardar o seu julgamento. Acredita ser desnecessário assistir a todas as sessões em que será discutida matéria que não lhe diz respeito.

O Tribunal de Lisboa deve tomar uma decisão esta quarta-feira.

O arranque do julgamento do caso e-toupeira, que esteve marcado para dia 15 de setembro, já foi adiado. O advogado de Júlio Loureiro tinha contestado a competência territorial do Tribunal de Lisboa em realizar o julgamento. Entendia que o crime imputado ao arguido se reportava à área de Guimarães e não à capital. Os juízes recusaram por entender que foi em Lisboa onde houve a primeira notícia do crime e, como tal, o julgamento deveria manter-se no tribunal onde estava agendado.

Rui Pedro Pinheiro recorreu desta decisão para o Tribunal da Relação, que ainda não se pronunciou.

Paulo Gonçalves foi acusado pelo MP de ter aliciado, com camisolas e bilhetes para os jogos no Estádio da Luz, a "toupeira" José Silva, para que este espiasse no sistema informático dos tribunais, processos em investigação que visavam o Benfica. Era informação sigilosa sobre, por exemplo, o caso dos e-mails.

Loureiro terá sido cúmplice e o MP também acusou, na altura, a Benfica SAD. Meses depois, o Tribunal Central de Instrução Criminal entendeu que o Benfica não era responsável pelos atos do seu então colaborador e não pronunciou a SAD encarnada. Loureiro também ficou de fora, mas voltou a ser acusado depois de decisões da Relação de Lisboa e do Supremo Tribunal de Justiça.

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