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Ex-seguranças do Urban Beach condenados por tentativa de homicídio

Ex-seguranças do Urban Beach condenados por tentativa de homicídio

O Tribunal Central de Lisboa condenou, esta sexta-feira, a penas até cinco anos e meio de prisão efetiva os três ex-seguranças da discoteca Urban Beach, em Lisboa, que, na madrugada de 1 de novembro de 2017, agrediram dois jovens à porta daquele estabelecimento. O episódio ficou registado num vídeo posteriormente divulgado nas redes sociais. A defesa já anunciou que vai recorrer.

Os arguidos foram sentenciados, cada um, por um crime de homicídio qualificado na forma tentada. O coletivo de juízes deu como provado que, ao atingirem as cabeças das vítimas, os alegados agressores admitiram a sua morte e atuaram pelo "prazer de causar sofrimento".

Os factos remontam a 1 de novembro de 2017, quando, pelas 06.50 horas, os à data seguranças do Urban Beach foram alertados para a presença de um grupo que estaria a provocar os clientes de uma rulote existente nas imediações da discoteca. Pedro Inverno e João Ramalhete terão então confrontado os jovens com eventuais assaltos que quereriam praticar.

"Não preciso de roubar: tenho trabalho", terá respondido uma das vítimas, tendo imediatamente sido agredida, considerou o tribunal, com um soco na face. Magnusson Brandão terá sido, de seguida, pontapeado na cabeça quando se encontrava já sem reação no chão.

Terá sido depois que surgiu o terceiro segurança, na companhia de um amigo do jovem que foi em seu auxílio. A intenção inicial seria ajudar Magnusson Brandão a levantar-se, mas, depois de ouvir André Reis falar em crioulo, terá atirado o jovem ao chão, saltando, em seguida, a pés juntos na direção da sua cabeça. O momento ficou registado em vídeo.

Durante o julgamento, David Jardim atribuiu a sua atuação ao facto de a vítima ter, alegadamente, um x-ato na mão - uma alegação que o tribunal descartou.

Atendendo à gravidade dos factos, ao "alarme social" gerado pela situação e à falta de arrependimento dos arguidos, o coletivo de juízes presidido por Catarina Pires decidiu, assim, condenar Pedro Inverno a uma pena de prisão de cinco anos e meio e João Ramalhete e David Jardim a cinco anos e quatro meses de cadeia. Os arguidos terão ainda de pagar indemnizações às vítimas no valor de 7500 e 12747 euros.

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