Violência

Facada a jovem de Braga teve a ver com grupos políticos rivais e não com futebol

Facada a jovem de Braga teve a ver com grupos políticos rivais e não com futebol

O caso do esfaqueamento a um jovem, na noite de quinta-feira, em Braga, esteve relacionado com desavenças entre dois grupos políticos rivais, não envolvendo questões de claques de futebol, apurou o JN junto de forças e serviços de segurança.

A motivação das desavenças foi confirmada ao JN pelo suspeito do esfaqueamento, que alegou ter agido em legítima defesa. "Aquilo não são coisas de futebol. Nem sequer estou ligado ao futebol, tem a ver com membros de um grupo da organização Escudo Identitário, de que faz parte o jovem que me pretendia manietar, razão pela qual me vi obrigado a pegar na navalha, para minha absoluta legítima defesa, relatou inicialmente, antes de mudar a versão dos factos.

Jonathan da Costa Ferreira contou esta sexta-feira de manhã que, na quinta-feira à noite, "tinha acabado de chegar de comboio do Porto, cerca das 22 horas", quando foi provocado "por um grupo de quatro indivíduos, um dos quais, passados poucos minutos, voltou, acompanhado por pelo menos mais oito elementos", agredindo-o e tentado impedir que entrasse num Uber, chegando a pontapeá-lo e fechando a porta do carro para o agarrarem.

"Um deles atirou-se para cima de mim. Eram cerca de dez, pelo que, em legítima defesa, tive de puxar de uma navalha. Atingi somente aquele que me tentava manietar para me agredirem em grupo", disse Jonathan ao JN. Depois do incidente, fugiu no Uber e, mal chegou a casa, contactou a PSP. "Vieram ter comigo e expliquei tudo, estando, desde a primeira hora, à disposição das autoridades para esclarecer e colaborar", contou.

Horas mais tarde, enviou um e-mail a este jornal esclarecendo que, devido à "pressão" que sentia no momento da entrevista e às "dificuldades linguísticas e de expressão" (terá chegado a Portugal há pouco tempo), pode "ter dito uma versão que não era a que foi reportada", alegando que a navalha com que se defendeu não lhe pertencia.

Jonathan da Costa Ferreira, porta-voz da Frente Antifascista, tem vindo a ser alvo de outros ataques surpresa em Braga, que até já motivaram queixas da Unidade Nacional de Contra Terrorismo, da Polícia Judiciária.

O JN não conseguiu ainda contactar a vítima, que foi transportada para o Serviço de Urgência do Hospital Central de Braga, para onde se deslocaram equipas da PSP de Braga.

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