Decisão

Falta de confissão mantém na cadeia padre pedófilo

Falta de confissão mantém na cadeia padre pedófilo

O juiz de execução de penas recusou libertar o ex-vice-reitor do Seminário do Fundão a meio da pena de 10 anos de prisão a que foi condenado por abuso sexual de menores, em 2013.

O Tribunal considera que o padre Luís Mendes, 44 anos, ainda não interiorizou a gravidade dos crimes, mantendo-o preso no Estabelecimento Prisional da Guarda.

Tanto o Conselho Técnico da cadeia como o Tribunal de Execução de Penas entenderam que, neste caso, subsistem as necessidades de prevenção especial e geral. Isto é, nem o condenado reúne condições para sair da prisão, nem a sociedade está preparada para o receber.

Luís Mendes mantém a versão de que tratou as vítimas como se fosse pai delas. Não assume culpas, não confessa crimes, nem mostra arrependimento. "Não interiorizou o desvalor da sua conduta", justificou o tribunal. Sendo assim, não há garantias de não reincidência do sacerdote, que viu a justiça dar como provados 11 crimes de abuso sexual de menores, seis de abuso de menores dependentes e um de coação sexual. Recorreu para a Relação e para o Supremo Tribunal de Justiça, mas sem sucesso. Em 2017, foi levado para a prisão.

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