Aníbal Pinto

"Fazia todo o sentido que alguém que fosse hackeado quisesse contratar o Rui Pinto"

"Fazia todo o sentido que alguém que fosse hackeado quisesse contratar o Rui Pinto"

O advogado acusado de ter intermediado a alegada tentativa de extorsão de Rui Pinto à Doyen afirmou esta sexta-feira, em tribunal, que pensou que estava apenas a tratar de um contrato de prestação de serviços.

"Para mim fazia todo o sentido que alguém que fosse hackeado quisesse contratar o Rui Pinto", afirmou Aníbal Pinto, que admitiu que, ao ler o primeiro e-mail que o gaiense enviara a Nélio Lucas, CEO do fundo, pensou que pudesse ali estar em causa uma tentativa de extorsão.

Confrontado pelo coletivo de juízes com o facto de, ainda assim, ter estado sempre com "um pé dentro e um pé" fora na negociação do alegado contrato de trabalho, o arguido justificou a sua posição com a prática de bom relacionamento entre advogados.

"Com os colegas estou com os dois pés. Por muita reticência [que tenha], tenho de dar o benefício da dúvida", sustentou Aníbal Pinto, que contactou diretamente com o mandatário de Nélio Lucas, Pedro Henriques.

Aníbal Pinto garantiu, ainda, que Rui Pinto era, para si, um cliente com importância "diminuta".

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Os arguidos, acusados em coautoria de um crime de extorsão na forma tentada, ter-se-ão conhecido em 2014, quando o advogado aconselhou o hacker autointitulado denunciante num ataque a um banco nas Ilhas Caimão, do qual terá retirado quase 350 mil dólares, devolvidos posteriormente.

O caso nunca chegou a julgamento.

O interrogatório de Aníbal Pinto continua a partir das 14 horas desta sexta-feira, no Tribunal Central Criminal de Lisboa, no Campus de Justiça da capital.

Rui Pinto está acusado, no total de 90 crimes. Esta sexta-feira, fez apenas uma curta declaração, não se mostrando, para já, disponível para responder às questões do tribunal.

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