Bragança

Festas de estudantes africanos obrigam PSP a intervir e atleta a lançar apelo

Festas de estudantes africanos obrigam PSP a intervir e atleta a lançar apelo

A realização de festas por parte da comunidade de estudantes africanos em Bragança e em Mirandela, que tem motivado a intervenção da PSP em várias ocasiões, levaram o atleta Brian Braima, estudante do Instituto Politécnico local (IPB), a lançar um apelo nas redes sociais.

Braima pediu aos alunos que sejam responsáveis e que acatem as normas de segurança impostas pelas autoridades "a bem da saúde de todos" numa cidade que os acolhe bem.

"O IPB e a comunidade sempre estiveram de braços abertos para nos dar apoios a qualquer momento...Mas meu caros, sejamos francos uns com os outros é muito cansativo e desgastante quando estás a ser apoiado no que for preciso e não haver colaboração, humildade e compaixão", escreveu Brian Braima.

O jovem, natural da Guiné-Bissau, que ficou famoso depois de ter ajudado um colega a concluir uma prova de atletismo no Catar, em setembro de 2019, tomou esta posição pública depois de na madrugada de domingo a PSP ter sido obrigada a intervir mais uma vez numa festa de alunos africanos que estava a decorrer num bar/restaurante na Avenida Sá Carneiro, em Bragança, com a presença de mais de oito dezenas de pessoas.

A Polícia mandou os jovens saírem do local e emitiu vários autos de contraordenação que foram encaminhados para a secretaria-geral do Ministério da Administração Interna, referiu uma fonte do comando da PSP em Bragança.

O bar foi encerrado por tempo indeterminado. Nos últimos dias, os jovens têm-se agrupado em zonas da cidade de Mirandela, nomeadamente junto ao rio e em ruas pedonais.

Já em maio a PSP havia intervindo numa festa que estava a decorrer no Espaço Polis, junto ao Rio Fervença, em Bragança, onde se encontravam dezenas de estudantes, e, na altura, os agentes acabaram por disparar um tiro para o ar para dispersar a multidão e a usar gás lacrimogéneo.

A maioria dos novos casos de covid-19 em Bragança são na comunidade de alunos africanos, que já somam mais de duas dezenas de jovens com testes positivos.

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