Acusação

Fingiam ser da Polícia Judiciária para roubar casas no Grande Porto

Fingiam ser da Polícia Judiciária para roubar casas no Grande Porto

Quatro homens e uma mulher foram acusados pelo Ministério Público de Gondomar de roubo agravado, sequestro, furto e furto qualificado, usurpação de funções, tráfico de estupefacientes de menor gravidade e detenção de arma proibida. Lucraram dezenas de milhares de euros com os crimes.

Os arguidos dedicavam-se a assaltar casas na zona do Grande Porto. Segundo a acusação, durante dias vigiavam e monitorizavam as vítimas e os locais a atacar, depois escolhiam previamente os valores e bens a levar. E não hesitavam em recorrer à violência.

Uma das vítimas, com 84 anos, foi surpreendida durante a noite, enquanto dormia, e foi amarrada enquanto os ladrões revistavam a casa. Levaram 2500 euros em dinheiro. Noutro caso, três dos arguidos identificaram-se como inspetores da Polícia Judiciária para conseguir aceder ao interior de uma casa. Pegaram nas chaves de um veículo, no valor de 20 mil euros, e outros bens pessoais. A dona da casa começou a desconfiar dos seus comportamentos e estes acabaram por abandonar o veículo.

Os acusados também atacaram duas residências de emigrantes, uma em São Mamede de Recezinhos, Penafiel, e outra em Arcozelo, Vila Nova de Gaia. De uma levaram mais de 89 mil euros em dinheiro e bens e da outra mais de 50 mil.

Aquando da sua detenção, os arguidos tinham consigo estupefaciente que destinavam à venda a terceiros, armas e munições em situação ilegal.

Quatro dos arguidos estão em prisão domiciliária e uma arguida está sujeita a apresentações periódicas. Todos estão proibidos de se contactarem.

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