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Fisioterapeuta condenado por violar menor quando fazia massagem

Fisioterapeuta condenado por violar menor quando fazia massagem

Um fisioterapeuta de Lobão, Santa Maria da Feira, foi condenado, na tarde desta quarta-feira, pelo Tribunal da Feira, a dois anos e oito meses de prisão efetiva, pelo crime de violação de uma paciente de 17 anos. Vai cumprir a pena em prisão domiciliária.

O tribunal deu como provado que o homem, de 36 anos, aproveitou a presença da menor numa consulta para tratar de problemas nas costas para cometer o crime de violação.

A vítima dirigiu-se à clínica na companhia do pai, a 11 de julho de 2019. Quando ali chegou, o pai foi tomar um café, tendo a filha entrado para consultório.

O arguido massajou a vítima nas costas ao longo de vários minutos, tendo passado os genitais por uma das mãos da rapariga.

Momentos depois, ofereceu-se para lhe massajar as pernas. A jovem disse que não queria, por não ter dinheiro para pagar, mas o fisioterapeuta informou que não iria cobrar qualquer verba pela mesma.

No decurso da massagem às pernas, ocorreu o crime de violação, cometido por introdução de dedos. A vítima gritou e implorou para que o fisioterapeuta parasse, o que este fez de imediato.

Durante o julgamento o arguido considerou que não cometeu qualquer ilícito, nem tão pouco o crime de violação de que estava acusado. "Não assumiu a responsabilidade dos factos", mostrou "ausência de arrependimento", numa "tentativa de desresponsabilização", referiu a juíza do coletivo. O arguido justificou que foi seduzido pela vítima.

Ainda de acordo com a matéria provada, a vítima passou a ter pesadelos, andando "irritada e mais ansiosa", sendo acompanhada por psicólogo após a violação a que foi submetida.

Na condenação do arguido, a juíza diz que foi dada relevância às declarações da menor, considerando que não se encontrou motivo para esta ter mentido. "Relatou os factos de forma coerente", lembrou a magistrada. Também os relatórios médicos atestaram a convicção do tribunal.

Dos dois anos e oito meses de pena, o arguido terá, agora, que cumprir um ano, 10 meses e 18 dias de prisão domiciliária, já que lhe foi descontado o tempo que passou em prisão preventiva, também na habitação.

Vai, ainda, pagar uma indemnização civil no valor de oito mil euros. Fica proibido de exercer qualquer profissão que implique contacto com menores, durante cinco anos.

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