Caso dos e-mails

Francisco J. Marques acusado de sete crimes contra o Benfica

Francisco J. Marques acusado de sete crimes contra o Benfica

Francisco J. Marques, Júlio Magalhães e Diogo Faria foram acusados de crimes de violação de correspondência, acesso indevido e devassa da vida privada, no processo sobre a divulgação de e-mails do Benfica.

A acusação do Ministério Público visa o diretor de comunicação do F. C. Porto, o diretor geral do Porto Canal e o funcionário do departamento de comunicação, mas deixa de fora os administradores da SAD portista

Pinto da Costa, Adelino Caldeira, Fernando Gomes, Reinaldo Teles, José Américo Amorim Coelho e Rui Vieira Sá viram o inquérito arquivado. O mesmo aconteceu com Rui Cerqueira, elemento também ligado à comunicação dos azuis e brancos.

O Ministério Público imputa a Francisco J. Marques seis crimes de violação de correspondência (três deles em concurso aparente" com devassa da vida privada) e um crime de acesso indevido; a Júlio Magalhães três crimes de violação de correspondência (em "concurso aparente" com ilícito de devassa da vida privada; e a Diogo Faria são imputados um crime de violação de correspondência e um de acesso indevido.

O Benfica já apresentou acusação particular contra estes três arguidos. A equipa de advogados constituída por Rui Patrício, João Medeiros e Paulo Saragoça da Matta imputa aos mesmos acusados vários ilícitos de ofensa a pessoa coletiva. Contactados pelo JN, os causídicos não querem fazer comentários.

Como ofendidos neste processo figuram ainda Carlos Deus Pereira, ex-presidente da Assembleia Geral da Liga de futebol, e Adão Mendes, ex-árbitro.

Entretanto, Francisco Marques já reagiu à acusação, através da rede social twitter: " Portugal continua em contramão com a Europa e acusa quem expõe práticas irregulares ou ilegais e quem denuncia atropelos à verdade desportiva. Ainda há alguém que não percebeu que o criminoso não sou eu, nem o Diogo Faria, nem o Júlio Magalhães?"