Porto

Funcionária da PJ acusada de desviar 178 mil euros em ouro

Funcionária da PJ acusada de desviar 178 mil euros em ouro

A funcionária da PJ do Porto detida por ter desviado, de um cofre da Judiciária, ouro apreendido no âmbito de vários processos, foi agora acusada do crime de peculato e acesso indevido.

Com a colaboração do seu companheiro, a mulher apropriou-se de mais de 5,5 quilos de ouro, incluindo duas barras de ouro, com um valor global de 178 mil euros.

De acordo com a Procuradoria-Geral Distrital do Porto, "a arguida, funcionária da Polícia Judiciária, tinha acesso ao cofre transitório geral situado na cave do edifício da Polícia Judiciária, onde eram depositados objetos constituídos por metais preciosos". A mesma fonte precisa que os desvios aconteceram entre outubro de 2014 e abril de 2015.

A especialista auxiliar está ainda acusada de ter acedido sem autorização ao sistema informático da PJ onde recolheu informações sobre um caso em investigação para passar a uma advogada.

A arguida aguarda os ulteriores termos do processo sujeita à medida de coação de suspensão do exercício de funções e de apresentação periódica no posto policial da sua área de residência.

Segundo a notícia publicada pelo JN aquando da detenção, Dulce F. era uma funcionária que gozava de grande confiança entre alguns elementos com responsabilidades da PJ do Porto, incluindo uma chefe de área administrativa. Conhecida por ser bastante prestável e trabalhadora, era a ela que, entre múltiplas tarefas, competia receber caixas e envelopes lacrados de material apreendido em operações policiais, cabendo-lhe a tarefa de o enviar para os avaliadores.

Aquando da detenção, em janeiro, concretizada por inspetores de uma brigada do combate ao banditismo, a PJ efetuou buscas em casas de pessoas afetas à suspeita, tendo interrogado dois familiares. Mas foram mandados em liberdade. A arguida tem outros familiares a trabalhar na PJ do Porto, também em funções administrativas, mas nenhum deles estará implicado no assunto.

Admitiu os crimes.

Ainda em janeiro, a especialista auxiliar terá acabado por reconhecer os ilícitos aos inspetores. Segundo informações recolhidas pelo JN, problemas no seio familiar - incluindo do foro financeiro - terão motivado a prática dos desvios.

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