Lisboa

Gabinete de apoio à vítima fechado durante 12 dias por não ter Internet

Gabinete de apoio à vítima fechado durante 12 dias por não ter Internet

O serviço de Resposta Integrada de Apoio à Vítima (RIAV) do Campus da Justiça, em Lisboa, esteve encerrado desde o dia 16 de outubro por não ter Internet, impedindo os agentes de acederem ao servidor para registar as denúncias de violência doméstica.

Durante 12 dias, a falta de Internet motivou o fecho temporário do serviço especial de apoio à vítima, o que obrigou os agentes a deslocarem-se, numa primeira fase, às diferentes esquadras da cidade para recolher as denúncias de violência doméstica.

O contrato com a operadora que fornece Internet terá terminado no final do mês de setembro e não terá sido renovado, o que impossibilitou os agentes de acederem ao servidor. A funcionar 24 horas por dia, o espaço recebe as vítimas e recolhe os testemunhos em gabinetes exclusivamente dedicados para o efeito.

Quando o problema foi detetado, a equipa da RIAV foi obrigada a deslocar-se a várias esquadras de Lisboa para receber as denúncias e, posteriormente, a instalar-se na esquadra dos Olivais até que a situação ficasse resolvida, o que aconteceu na última madrugada. Fonte próxima do processo garantiu ao JN que nenhuma denúncia ficou por registar, apesar de as vítimas não terem tido a mesma "privacidade e conforto".

Ao JN, a PSP justificou tratar-se de uma mudança da operadora que fornece os cartões de Internet, mas que a falha estaria a ser "gradualmente resolvida". De acordo com a instituição, uma dificuldade técnica acrescida terá atrasado a resolução do problema.

A RIAV do Campus da Justiça funciona desde março de 2020 e resulta de um protocolo entre a PSP, o Departamento de Investigação e Ação Penal da Comarca de Lisboa e a Junta de Freguesia do Parque das Nações. Entre janeiro e setembro, o serviço registou mais de 500 denúncias de violência doméstica.

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