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Gangue que assaltou vivendas no Minho e banco Santander vai a julgamento

Gangue que assaltou vivendas no Minho e banco Santander vai a julgamento

O Tribunal de Instrução de Braga enviou, esta quinta-feira, para julgamento nove arguidos (oito homens e uma mulher) que estavam acusados pelo Ministério Público da realização de vários assaltos a vivendas e ao banco Santander, em Braga.

A juíza rejeitou o pedido de adiamento da leitura da decisão feito, em requerimento, pelo advogado Fernando Moura que defendeu que se devia esperar pela decisão do Tribunal da Relação de Guimarães sobre um incidente de recusa de juiz feito a 9 de outubro. E considerou nula a decisão instrutória. O jurista disse que, sem essa decisão, os dois arguidos que representa entenderam não prestar declarações, um direito legal - disse - que "é incontornável".

Em resposta, o magistrado do Ministério Público e a juíza disseram que a nulidade da decisão só pode ser invocada após a sua leitura e lembraram que, não são os arguidos quem determina quando prestam declarações.

Se a decisão não fosse proferida, os quatro arguidos presos preventivamente teriam de ser libertados a 3 de novembro.

Rejeitou, ainda, três outros pedidos de nulidade da acusação, contestando o crime de associação criminosa, e exigindo a separação de processos de alguns arguidos.

Na acusação, o MP considerou como mentor da "associação" o arguido Joaquim Marques Fernandes (de Priscos, Braga) que terá criado o gangue com Vítor Manuel Martins Pereira (de Vila do Conde), Luís Miguel Martins de Almeida (Braga) e Rui Jorge Dias Fernandes (Braga). Oito dos nove arguidos estão, ainda, acusados de furto qualificado.

O caso envolve o agente da PSP Carlos Alberto Alfaia da Silva, de Ponte de Lima, que dava informações, a troco de dinheiro, sobre quais as casas a assaltar. Engloba, ainda, Paulo Sérgio Martins Pereira, (irmão do Vítor), de Famalicão, Mário Marques Fernandes, de Braga, André Filipe Pereira, de Famalicão, e Manuel Oliveira Faria, de Braga.

O bando atuou "pelo menos desde 2017 até junho de 2018, em Braga, Viana do Castelo, Ponte de Lima e Arcos de Valdevez". Utilizava recursos tecnológicos sofisticados para praticar os assaltos, como inibidores de telecomunicações, de alarmes, e até para neutralizar cães.

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