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Luís Giovani foi morto por motivos fúteis após empurrão em bar

Luís Giovani foi morto por motivos fúteis após empurrão em bar

A Polícia Judiciária confirmou, após a detenção de cinco suspeitos, que o estudante cabo-verdiano Luís Giovani foi agredido e morreu por motivos fúteis, não se tratando de "um crime entre raças"​​​​​​.

Foi uma "ação violenta" que culminou na morte do jovem estudante Luís Giovani Rodrigues, a 31 de dezembro, em Bragança, por "motivos fúteis" e "depois de uma desavença no interior de um bar", segundo esclareceu Luís Neves, diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), esta sexta-feira, após a detenção de cinco suspeitos. "Não se trata de um crime entre raças", sublinhou Luís Neves.

"Contrariamente ao que foi veiculado em termos de redes sociais, não se trata de um crime entre nacionais de um país ou de outro, entre raças. Não se trata nada disso. Trata-se de um crime cometido por gente violenta, num determinado contexto", garantiu o diretor nacional da PJ.

Os detidos são residentes em Bragança, têm entre 22 e 35 anos, e não têm antecedentes criminais, acrescentou, numa conferência de imprensa em Vila Real. O grupo será o "núcleo duro" de agressores, segundo a PJ, cujo diretor nacional sublinhou que "a investigação é dinâmica", não rejeitando por isso que possa haver mais detenções.

Os detidos estão indiciados por um crime de homicídio qualificado e três crimes de homicídio tentado. No âmbito da operação, que decorreu em "total sigilo", a PJ destacou a colaboração total da PSP.

Na madrugada de 21 de dezembro, Giovani Rodrigues, 21 anos, tinha saído do Bar Lagoa Azul, na Avenida Sá Carneiro, na companhia de três amigos, todos cabo-verdianos, de 19, 20 e 23 anos, e alunos do Instituto Politécnico de Bragança (IPB). Andaram 300 metros até serem atacados.

Na origem da brutal agressão esteve um desentendimento no interior do bar devido a um empurrão na fila de pagamento.