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GNR admite cortar estradas para fiscalizar estado de emergência

GNR admite cortar estradas para fiscalizar estado de emergência

O diretor de operações do Comando Operacional da GNR, Vítor Rodrigues, admitiu, esta sexta-feira, que a GNR pode vir a cortar troços das estradas sob sua responsabilidade, "para fazer uma fiscalização mais efetiva" das medidas do estado de emergência.

A PSP e a GNR reforçaram, esta sexta-feira, a fiscalização das restrições de circulação determinadas no decreto que regulamenta no estado de emergência, em vigor até 17 de abril. Há 16 mil polícias e 23 mil militares prontos para ir para o terreno.

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"Se o fluxo for reduzido, obviamente que não teremos necessidade de empenhar tanto efetivo"; ressalvou o Vítor Rodrigues, numa conferência de imprensa conjunta com o diretor do Departamento de Operações da PSP, Luís Elias. O coronel admitiu, em contrapartida, o corte de alguns troços, "se for necessário".

A GNR estará particularmente atenta aos principais eixos em direção ao interior norte e centro do país e ao Algarve, nas vias de acesso às localidades mais importantes e nos locais propensos a aglomerações. As estradas secundárias serão igualmente controladas.

Já a PSP concentrará a sua atuação nos acessos e no interior das grandes cidades e não exclui que aconteçam ações de confinamento dos carros, como a que se verificou no fim de semana de 28 e 29 de março, no acesso à Ponte 25 de Abril, que liga Lisboa e Almada.

A operação dura até às 23.59 horas de 8 de abril e privilegiará uma ação preventiva e de sensibilização. No dia seguinte, terá início uma outra operação de fiscalização, cujos contornos não são ainda conhecidos.

Além dos meios humanos, as estradas e as fronteiras vão ser ainda vigiadas por drones operados pelas duas forças de segurança.

Paralelamente, a PSP estará também presente nos principais terminais ferroviários e rodoviários, de modo a garantir que os cidadãos não contornam as restrições em vigor recorrendo a outros meios de transporte. Segundo o superintendente, serão questionados sobre o porquê da sua viagem.

As autoridades estarão igualmente atentas a aglomerações superiores a cinco pessoas.

Até 17 de abril, a generalidade das pessoas está sujeita ao dever de recolhimento domiciliário, podendo apenas sair de casa para fins específicos, como ir ao supermercado, trabalhar ou passear. E entre a meia-noite de 9 de abril e a meia-noite de 13 de abril, as deslocações estão, simultaneamente, limitadas ao concelho de residência. Quem trabalhar noutro município, deverá ter um documento da sua entidade patronal para justificar a sua viagem.

O objetivo é evitar a propagação da Covid-19. Luís Elias e Vítor Rodrigues apelam, por isso, a todos os cidadãos que cumpram as regras impostas.

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