Fernão Ferro

GNR atingido a tiro deve regressar ao serviço no fim do mês 

GNR atingido a tiro deve regressar ao serviço no fim do mês 

O militar da GNR que foi atingido a tiro no abdómen numa troca de tiros junto ao Intermaché de Fernão Ferro, a 22 de dezembro, está a recuperar dos ferimentos e deve regressar ao serviço no final do mês. O homem, de 32 anos, foi operado no Hospital Garcia de Orta, em Almada, onde lhe foi removida parte do intestino e permanece atualmente em convalescença.

O colega da vítima, também atingido a tiro, de raspão numa perna, não necessitou de tratamento hospitalar. De acordo com fonte oficial da GNR, é previsível que ambos os militares regressem ao serviço no final de janeiro. Ao JN, a Guarda explica que "foram instaurados os respetivos processos por acidente em serviço, para averiguar as possíveis lesões corporais, perturbações funcionais ou doenças, decorrentes desta situação".

Da troca de tiros ocorrida junto ao Intermarché em Fernão Ferro, resultou um morto, um homem de 43 anos, sob quem pendia um mandato de detenção para cumprimento de pena de prisão por roubo. Miguel Prudêncio Abreu era suspeito de novo roubo na localidade de Coruche, razão pela qual os dois militares se deslocaram ao Seixal, para o deter.

O suspeito foi abordado pelos militares e reagiu disparando contra o militar de 32 anos, atingindo-o no abdómen, entre o colete balístico e o cinturão. Miguel Abreu, cuja última residência conhecida era em Sesimbra, colocou-se depois em fuga, atingiu o segundo militar numa perna e foi mortalmente abatido no parque de estacionamento do estabelecimento comercial.

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Na sequência destes acontecimentos, os militares da GNR do distrito de Setúbal foram obrigados a usar coletes à prova de bala durante o serviço devido a ameaças proferidas contra a Guarda ainda no local dos incidentes. A ordem ainda vigora neste início de ano. Os militares devem utilizar permanentemente o colete balístico durante as patrulhas ou em qualquer ocorrência a que sejam chamados. Já nas zonas consideradas sensíveis, as patrulhas não devem atuar sozinhas, mas com reforços, preferencialmente do Destacamento de Intervenção.

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